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Conheça a empresa que vendeu o app de reconhecimento facial da ICE

DHS aponta NEC como fornecedor do Mobile Fortify, app de reconhecimento facial em uso pelo CBP e ICE, com alto impacto e risco de erro

Two ICE agents film the press using smartphones in the hallway outside the immigration court at 26 Federal Plaza in New York City.
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  • O Department of Homeland Security publicou detalhes do Mobile Fortify, app de reconhecimento facial usado por agentes de imigração, como parte do Inventário de Casos de uso de IA de 2025; há entradas para CBP e ICE, ambos em estágio de implantação.
  • O CBP disse que o aplicativo ficou operacional no início de maio do ano passado; o ICE teve acesso em 20 de maio de 2025. A NEC é identificada como fornecedora, com a solução Reveal anunciada pela empresa.
  • O app captura faces, impressões digitais sem contato e fotos de documentos de identidade, enviando os dados ao CBP para obtenção de correspondências em sistemas biométricos governamentais; IA retorna possíveis correspondências e informações biográficas.
  • O CBP afirma que dados de Vetting/Border Crossing Information/Trusted Traveler Information foram usados para treinar, ajustar ou avaliar o desempenho do Mobile Fortify; o ICE diz que monitora o projeto e fará uma avaliação de impacto de IA, conforme diretriz governamental.
  • Existem preocupações com correspondências incorretas: a detenção de uma pessoa após falha de identificação foi relatada; o ICE trabalha em um processo de recursos e em consultas públicas, enquanto as consequências de erros são consideradas graves.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgou detalhes sobre o Mobile Fortify, aplicativo de reconhecimento facial usado por agentes de imigção para identificar pessoas no campo, incluindo cidadãos. A divulgação ocorreu no âmbito do AI Use Case Inventory de 2025, que exige o compartilhamento periódico de informações pelas agências.

O inventário aponta duas entradas para o Mobile Fortify, uma sob a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e outra para Imigração e Alfândega (ICE). O status relatado é de implantação em ambas. A CBP informou que o aplicativo se tornou operacional no início de maio do ano passado; a ICE teve acesso em 20 de maio de 2025.

O fornecedor identificado é a empresa NEC, que lançou a solução de reconhecimento facial Reveal, capaz de buscas um-para-muitos ou um-para-um, conforme o tamanho do banco de dados. A CBP atribui o papel da NEC como fornecedora do app, enquanto a ICE afirma que parte do desenvolvimento ocorreu internamente. Um contrato de 2020-2023, no valor de 23,9 milhões de dólares, envolve a NEC com o DHS para produtos de correspondência biométrica.

Detalhes operacionais

CBP e ICE afirmam que o objetivo é confirmar rapidamente a identidade de indivíduos, com a ICE destacando o uso em operações de campo com informações limitadas. O app pode capturar rostos, impressões digitais sem contato e fotos de documentos de identidade, enviando dados ao CBP para consulta a sistemas biométricos do governo. A ICE também afirma extrair texto de documentos para verificações adicionais.

Avaliação e monitoramento

A ICE diz que não é proprietária nem interage diretamente com os modelos de IA, que pertencem ao CBP. O CBP afirma que informações de Triagem, Crossing e Trusted Traveler foram usadas para treinar, ajustar ou avaliar o desempenho do Mobile Fortify, sem especificar quais. A agência não respondeu a um pedido de esclarecimento.

Contexto e consequências

Tanto CBP quanto ICE reconhecem protocolos de monitoramento, mas a ICE afirma que o desenvolvimento desses protocolos está em andamento, com avaliação de impactos de IA prevista. Diretrizes oficiais recomendam avaliação de impacto antes de implantar outras soluções de alto impacto, classificação que ambas as agências dizem já ter atendido com a implantação do app.

Desdobramentos e críticas

A divulgação também cita casos de detenção decorrentes de correspondência incorreta do sistema. A 404 Media relatou que uma mulher foi detida após ser confundida duas vezes pela aplicação. A ICE sustenta que está desenvolvendo um processo de recursos e consulta sobre feedback de usuários finais e do público. As agências não comentaram publicamente sobre as informações.

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