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CPMI do INSS marca oitivas de Daniel Vorcaro e ex-presidente do Banco BMG

CPMI do INSS convoca Daniel Vorcaro e ex-presidente do Banco BMG para depor; quebra de sigilos e apuração de empréstimos consignados do Banco Master

Daniel Vorcaro
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  • A CPMI do INSS marcó as oitivas de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master) e Luiz Félix Cardamone Neto (ex-presidente do Banco BMG) para a próxima semana, com depor na quinta-feira.
  • O presidente da comissão, senador Carlos Viana, informou as datas das oitivas; o vice-presidente Duarte Jr. havia pedido a convocação de Vorcaro.
  • Foi autorizada a quebra do sigilo financeiro e telefônico de Vorcaro, que é alvo de apurações sobre irregularidades na concessão de empréstimos consignados pelo Banco Master.
  • Investigações indicam que o Banco Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes ao BRB, em uma operação para tentar salvar o banco privado durante crise de liquidez.
  • O rombo estimado no BRB chega a cerca de R$ 4 bilhões, levando à liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro.

A CPMI do INSS marcou as oitivas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de Luiz Félix Cardamone Neto, ex-presidente do Banco BMG, para a próxima semana. A data foi confirmada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana, do Podemos-MG.

O encontro está agendado para quinta-feira, conforme anúncio da CPMI. O requerimento para convocar Vorcaro foi apresentado pelo vice-presidente da comissão, deputado Duarte Jr., do PSB do Maranhão.

Segundo Duarte Jr., o MPF e o INSS apuram irregularidades na concessão de empréstimos consignados pelo Banco Master. Também foi aprovada a quebra do sigilo financeiro e telefônico do empresário.

Vorcaro mantém ligações com políticos do centrão, incluindo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, conforme registros de depoimentos recentes.

As investigações apontam que o Banco Master vendeu carteiras de empréstimos no valor de cerca de 12,2 bilhões de reais ao BRB, em operações consideradas para evitar a crise de liquidez da instituição privada.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal intimaram ex-executivos das duas instituições para depor na apuração.

O escândalo resultou na liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro, encerrando a participação da instituição no mercado e alterando o cenário de crédito na região.

O rombo estimado do BRB, relacionado às operações envolvendo o Master, é de aproximadamente 4 bilhões de reais, conforme apuração das autoridades.

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