- STF está dividido sobre manter o caso Master na Corte; maioria tende a devolver à primeira instância, exceto Moraes e Nunes Marques que não se pronunciam, e Gilmar Mendes que apoia Toffoli.
- Toffoli adotou postura mais discreta, mas acredita ter condições de permanecer na relatoria; comentou não ter gostado da manobra de Fachin ao propor código de ética.
- Fachin sugeriu que a investigação pode ser remetida à primeira instância, indicando haver uma tendência de que a permanência no STF não se justifique.
- PF indicou que relação entre o deputado federal Bacelar e o ex-CEO Vorcaro seria apenas contratual; se comprovado, o caso poderia retornar à primeira instância.
- Os peritos da PF preparam relatório para a Procuradoria-Geral da República; existem possibilidades de a Justiça Federal de São Paulo reassumir o caso ou recomendar a retirada do STF, dependendo do parecer final. Toffoli pode decidir de forma monocrática ou levar o tema à Segunda Turma.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal discutem se o caso envolvendo o Banco Master deve permanecer na Corte. A maioria tende a levar o processo de volta à primeira instância, com exceção de Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes, este último já apoiando a manutenção na relatoria.
Toffoli, pressionado pela maioria, adotou uma postura mais reservada, mas acredita ter condições de seguir como relator. Pessoas próximas afirmam que ele não aprovou a leitura propiciada por Edson Fachin, que sugeriu abrir caminho para discutir um código de ética no STF.
Indícios sobre o retorno à primeira instância
Fachin sinalizou, em declaração à GloboNews, que pode haver uma tendência de devolver o caso à primeira instância se não houver justificativa para sua permanência no STF. A ideia depende de novas avaliações da instituição.
Ponto de ligação com o deputado e prosseguimento das apurações
Circulam informações de que a PF identificou relação entre o deputado João Carlos Bacelar e o ex-CEO do Master, mas apenas contratual. Se confirmada a ausência de ligação com fraudes, a defesa defendia a remessa para a primeira instância.
Instrumentos da PF e próximos passos
Peritos da PF estudam provas da segunda fase da operação Compliance Zero e preparam relatório para a Procuradoria-Geral da República. O parecer da PGR deve embasar o eventual replanejamento do caso.
Desfecho possível e caminhos institucionais
Caso o relatório da PF não indique foro por prerrogativa, a Justiça Federal de São Paulo pode reassumir o processo. Outra hipótese é recomendar formalmente a saída do STF, com base nas evidências colhidas. O desfecho depende da condução de Toffoli.
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