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Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada à prisão

Ex-primeira-dama é condenada a vinte meses de prisão por suborno da Igreja da Unificação; marido aguarda julgamento por tentativa de golpe, com pena de morte possível

Kim Keon Hee, ex-primeira-dama da Coreia do Sul, condenada à prisão – foto: Anthony Wallace/AFP
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  • A ex-primeira-dama Kim Keon Hee foi condenada a 20 meses de prisão por corrupção, por ter recebido bolsas Chanel e um pingente de diamantes da Igreja da Unificação em troca de favores políticos.
  • Ela foi absolvida de duas acusações: manipulação do preço das ações e violação da lei de financiamento político; promotores devem recorrer da absolvição.
  • O marido dela, o ex-presidente Yoon Suk Yeol, encara julgamento por tentativa de golpe de Estado, com possível pena de morte ou prisão perpétua; o veredito deve sair em três semanas.
  • Kim está presa desde agosto, após prisão decretada para evitar eventual destruição de provas; Yoon também permanece preso em local distinto. Investigadores afirmam que Kim não esteve envolvida na trama golpista de Yoon.
  • A decisão foi recebida com críticas; a defesa afirma considerar recursos, e a Igreja da Unificação nega qualquer tentativa de suborno.

A Justiça da Coreia do Sul condenou Kim Keon Hee, ex-primeira-dama, a 20 meses de prisão por corrupção. A decisão ocorreu nesta quarta-feira, 28, em Seul, por ter recebido bolsas Chanel e um pingente de diamantes de membros da Igreja da Unificação, em troca de favores políticos.

Kim Keon Hee é esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, que não responde a este caso. A ex-primeira-dama foi absolvida de duas acusações: manipulação do preço de ações e violação da lei de financiamento político. Promotores devem recorrer.

A sentença não envolve diretamente o marido, que aguarda julgamento por possível tentativa de golpe, com possível pena de morte ou prisão perpétua. O julgamento ocorre em três semanas no mesmo tribunal central de Seul.

Kim Keon Hee permanece presa desde agosto, sob a argumentação de evitar destruição de provas. Investigadores afirmam que a ex-primeira-dama não participou da suposta trama golpista, mas a relação com a denúncia de suborno persiste.

Contexto do caso

A Igreja da Unificação, alvo da acusação, negou suborno e afirmou que as doações são voluntárias. A liderança, Han Hak-ja, também está sob julgamento, enquanto Sun Myung Moon já faleceu. A igreja nega envolvimento indevido com autoridades.

Julgamento de Yoon Suk Yeol

Em breve, o Tribunal Distrital Central de Seul deve se pronunciar sobre a acusação de tentativa de insurreição. A promotoria sustenta que houve um plano para impor lei marcial com apoio de aliados próximos. A pena prevista varia conforme a avaliação do tribunal.

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