- A mãe de Brianna Ghey, Esther Ghey, pediu aos MPs que votem já a proibição de redes sociais para menores de 16 anos, acusando o governo de protelar.
- Ela disse que aguardar a avaliação deste ano pode causar mais danos, citando o aumento de encaminhamentos de saúde mental infantil e violência entre pares.
- O debate ocorre enquanto os MPs votam a emenda Nash ao projeto de bem-estar infantil e escolas, que previa a proibição para menores de 16 anos dentro de doze meses após a aprovação.
- O primeiro ministro afirmou estar aberto à ideia, mas há dúvidas sobre como implementar e se isso empurraria crianças para a dark web; secretários de tecnologia e educação também mostraram reservas.
- Mais de 60 MPs do Labour assinaram uma carta pedindo o ban, e alguns dizem que preferem deixar a consulta terminar, embora permaneçam comprometidos com a proibição futuramente.
Esther Ghey pediu aos MPs que aprovassem, nas próximas semanas, uma restrição de idade para uso de redes sociais. Ela acusa o governo de adiar a decisão com uma consulta que, na visão dela, não deve atrasar a proteção de jovens.
A mãe de Brianna Ghey, adolescente assassinada em 2023, disse ao Guardian Politics Weekly que esperar os resultados da avaliação prevista para este ano seria prejudicial. Ela aponta a influência das redes sociais na saúde mental de crianças como razão para agir logo.
Ghey também comentou que Brianna não estava sozinha: segundo ela, há diariamente centenas de encaminhamentos de saúde mental de crianças apenas na Inglaterra, o que reforça a necessidade de medidas rápidas.
Debate no Parlamento e próximos passos
Autoridades estudam uma emenda ao projeto de bem-estar de crianças e escolas que permitiria proibir o uso de redes sociais para menores de 16 anos dentro de 12 meses após sua aprovação. A proposta vem ganhando apoio entre parlamentares.
O primeiro-ministro já sinalizou abertura à ideia, mas expressou dúvidas sobre a implementação e o risco de deslocar usuários para a dark web. Outros integrantes do governo também manifestaram cautela sobre a viabilidade da medida.
Ian Russell, pai de Molly Russell, afirmou que soluções rápidas podem não resolver o problema e pediu prudência na condução do tema. A discussão deve se intensificar quando os MPs discutirem as emendas apresentadas pelos Lords.
Mais de 60 deputados do Labour assinaram uma carta ao premiê solicitando o banimento, ainda que haja ceticismo sobre o formato definitivo. Um dos organizadores do movimento sugeriu revisar a lei para permitir remoção de acesso por meio de legislação secundária, após consulta.
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