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Maliki do Iraque vira alvo de Trump após indicação para novo mandato

Maliki é indicado como candidato a primeiro-ministro do Iraque, enquanto Trump ameaça retirar apoio americano caso ele vença novamente

Former Iraqi Prime Minister Nouri al-Maliki reacts at a polling station inside Al-Rasheed Hotel during the parliamentary election in Baghdad, Iraq, November 11, 2025. REUTERS/Thaier Al-Sudani/File Photo
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  • O ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki foi indicado pela principal aliança xiita no parlamento para indicar o cargo, surpreendendo parte da população.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que, se Maliki for novamente primeiro-ministro, Washington deixará de ajudar o Iraque.
  • A fala de Trump faz parte de um esforço para reduzir a influência de grupos ligados ao Irã no Iraque.
  • Maliki governou entre 2006 e 2014, período marcado por tensões sectárias e críticas por negligência de áreas sunnitas, o que aumentou o fomento ao insurgente Estado Islâmico.
  • O cenário atual mostra tensão regional enquanto Maliki tenta retornar ao poder e manter laços com facções apoiadas pelo Irã.

Nouri al-Maliki, ex-primeiro-ministro do Iraque, foi indicado pela principal aliança xiita para concorrer ao cargo novamente. A indicação ocorre após anos de controvérsia sobre políticas sectárias e a ascensão do grupo extremista Estado Islâmico. A bancada parlamentar iraquiana escolheu Maliki como favorito para liderar o governo, em meio a tensões regionais.

Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington não ajudará o Iraque caso ele opte por Maliki como primeiro-ministro. Trump citou supostas políticas insanas e afirmou que o país já enfrentou pobreza e caos quando Maliki esteve no poder. As declarações refletem a pressão norte-americana sobre a influência iraniana no Iraque.

Contexto político

A aliança xiita no poder no Iraque, que reúne o principal bloco no parlamento, já havia elegido Maliki, sendo este o primeiro ministro eleito após a invasão liderada pelos EUA em 2003. A indicação surpreendeu parte da população, que acusa o histórico de Maliki de favorecer xiitas em detrimento de outras comunidades.

Maliki pertence ao Shi’ite Dawa Party e já ocupou o posto entre 2006 e 2014. Seu retorno é visto por analistas como movimento para consolidar influência ligada a grupos apoiados pelo Irã, diante de um cenário de competição com Washington e Teerã.

Trajetória e repercussões

Durante seus mandatos, Maliki enfrentou críticas por violações de serviços públicos, repressão a rivais sunnitas e tensão com a oposição. Exilado por anos, retornou após a derrubada de Saddam Hussein e consolidou poder por meio de alianças com milícias e setores judiciários, segundo observadores.

A guinada política de Maliki ocorreu em um momento de fragilidade institucional e conflitos regionais. Profissionais e líderes iraquianos avaliam o potencial impacto de uma nova administração sobre a estabilidade interna e as relações externas do país.

O que muda na prática

A indicação de Maliki reacende discussões sobre políticas sectárias, segurança interna e alinhamento externo. Analistas ressaltam que a multiplicidade de facções e milícias continua influente na política iraquiana, o que pode complicar a formação de um governo estável.

Enquanto isso, o governo norte-americano mantém posição de cautela diante da aliança xiita no Iraque. As autoridades destacam a necessidade de cooperação para combater extremismo e manter a estabilidade regional, sem sinalizar apoio automático a qualquer candidatura específica.

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