- Em Minneapolis, sinais de que a Administração Trump pode “desescalar um pouco” a operação migratória, enquanto proximam-se dois meses desde o envio de 3.000 agentes federais.
- O prefeito Jacob Frey disse que Minneapolis não aplica leis federais de imigração e pediu encerramento da Operação Metro Surge; Trump reagiu, dizendo que é uma “gravíssima violação de lei”.
- Tom Homan, novo responsável no terreno, reuniu-se com o governador Tim Walz e Frey; a administração destacou que a segurança pública depende da confiança da comunidade.
- Na resposta política, o congressista republicano Mike Lawler publicou artigo no The New York Times sugerindo que as mortes de Alex Pretti e Renée Good mostram que a política migratória de Trump falha e precisa de solução bipartidária.
- Ato de protesto no capitólio de St. Paul reuniu cerca de 200 pessoas, com manifestantes pedindo saída do ICE; novo protesto nacional está na agenda para esta sexta-feira.
Minneapolis vive uma tensão com o governo federal após a enviada de 3.000 agentes em operação antiimigração, anunciada há meses. Nesta semana, sinais de desescalada foram vistos, mas o próprio presidente manteve tom duro sobre a política de imigração.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, enfrentou Donald Trump após declarações do presidente sobre a operação. Frey reiterou que Minneapolis não aplica leis federais de imigração e pediu o fim da intervenção para reforçar a segurança baseada na confiança comunitária.
Na terça-feira, o responsável pela operação no terreno, Tom Homan, reuniu-se com o governador Tim Walz, Frey e o chefe de polícia de Minneapolis, Bryan O’Hara. Frey descreveu o encontro como produtivo e pediu o encerramento da Operação Metro Surge.
Trump, por meio das redes sociais, reagiu, afirmando que a declaração do prefeito representa uma violação da lei e que o governo está jogando com fogo. A Casa Branca sinaliza que pretende manter a pressão sobre a política migratória.
A tensão acompanha episódios trágicos envolvendo imigrantes, incluindo a morte de Alex Pretti, enfermeiro, e de Renée Good, poeta, assassinados durante ações relacionadas ao tema. A administração é pressionada a justificar operações do ICE diante de críticas sobre segurança e direitos humanos.
O debate também ganhou contornos políticos dentro do Congresso. O republicano Mike Lawler pediu, em artigo de opinião, consideração eleitoral para o tema, destacando preocupações públicas sobre as operações de controle de fronteira e cobrando respostas dos governos.
De Minneapolis a St. Paul, protestos e visitas políticas mantêm o ritmo de mobilizações. Cerca de 200 pessoas ocuparam o Capitolio de Saint Paul para manifestações contra o ICE e para exigir diálogo contínuo entre autoridades estaduais e federais sobre as mortes e as políticas migratórias.
As organiz houve críticas à comunicação de Walz, que sinalizou abertura a diálogo com a presidência para reduzir a presença federal e reavaliar as investigações sobre Pretti e Good. Grupos de defesa apontam que o ICE deve se retirar por completo das ruas da cidade.
Para esta sexta-feira está prevista uma nova manifestação expressiva contra o que chamam de política de terror migratório, com expectativa de mobilizar milhares de pessoas nas ruas de Minneapolis e ecoar em outras partes dos Estados Unidos.
Entre na conversa da comunidade