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Oposição tem mais explicações pendentes sobre o Caso Master, diz Gleisi

Gleisi diz que oposição tem mais explicações a dar sobre o caso Master, apontando envolvimento de governos do DF e do Rio; governo sustenta que alvo é a oposição

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Foto: SRI/Divulgação
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  • A oposição tenta criar uma CPI do Banco Master para a volta do Congresso, em 1º de fevereiro, já com assinaturas suficientes.
  • A ministra Gleisi Hoffmann disse que a oposição precisa explicar o envolvimento de governos com o caso, citando o Distrito Federal e o Rio de Janeiro.
  • No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha é alvo de pedidos de impeachment e de apurações sobre negócios entre o BRB e o Master, que podem ter gerado prejuízos.
  • No Rio de Janeiro, a PF investiga a aplicação de recursos do Rioprevidência em produtos do Master; o governador é Cláudio Castro.
  • Gleisi destacou vínculos político-financeiros com a direita, mencionando Fabiano Zettel como maior doador da campanha de Bolsonaro e de Tarcísio, defendendo que há mais explicações a serem dadas pela oposição.

Oposição tenta criar CPI do Banco Master para o retorno do Congresso em 1º de fevereiro. Assinaturas já foram reunidas, mas o Planalto avalia que os envolvidos são adversários do governo. A informação vem de Gleisi Hoffmann, que coordena a articulação política do governo.

A ministra afirmou, em café da manhã com jornalistas, que uma CPI impulsionada pela direita tende a expor governadores e aliados bolsonaristas em operações sob investigação. O objetivo seria apurar relações entre o BRB e o Banco Master.

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) está no radar por negócios bilionários entre o BRB, estatal vinculada ao governo local, e o Master. Há pedidos de impeachment na Câmara Legislativa e apurações pela PGR, com possível rombo a ser dimensionado.

No Rio de Janeiro, a PF investiga, na operação Barco de Papel, a aplicação de recursos do Rioprevidência em produtos do Master. O estado é chefiado por Cláudio Castro (PL), alinhado à direita, segundo destacam autoridades.

Gleisi apontou vínculos entre o banco e financiadores da direita. Segundo ela, Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, foi o principal doador da campanha de Bolsonaro e também de Tarcísio de Freitas, em 2022. A oposição seria a mais envolvida, segundo a leitura da ministra.

Zettel contribuiu com 3 milhões de reais para Bolsonaro e 2 milhões para Tarcísio na eleição de 2022, além de financiamento a Lucas Gonzalez, candidato do Novo a deputado federal. A ligação é apresentada como evidência de conexão entre o Master e a direita.

Segundo Gleisi, é preciso explicar o papel de governadores e as relações políticas com o banco, não atribuindo automaticamente a responsabilidade ao governo Lula. Ela lembra a intervenção do Banco Central no BRB e a prisão de Vorcaro pela PF.

A defesa do Planalto sustenta que a ação da PF ocorreu durante a gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, e que os contratos firmados na Bahia mantêm regularidade. A governança do Master é apresentada como área de investigação contínua.

Além do foco do Congresso, há reportagens que relembram reunião de Lula com Vorcaro em 2024 e acordos do Master com o governo baiano, administrado pelo PT desde 2007. Os desdobramentos jurídicos seguem em curso.

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