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Parlamento israelense vota primeira vez orçamento preliminar antes das eleições

Parlamento israelense faz votação inicial do orçamento de 2026 em meio a coalizão fragmentada e risco de eleição antecipada

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu speaks as he attends a session at the plenum of the Knesset, Israel’s parliament, in Jerusalem, January 5, 2026. REUTERS/Ronen Zvulun
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  • O parlamento de Israel deve votar inicialmente o projeto de orçamento de 2026 na quarta-feira, em meio a fragmentação na coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
  • O orçamento e o plano econômico precisam ser aprovados até o final de março, caso contrário ocorreria eleição antecipada.
  • A principal controvérsia envolve um projeto de conscrição militar para estudantes de seminário ultraortodoxos, que tem dividido a coalizão.
  • Mesmo com a aprovação inicial, o orçamento ainda precisa passar por mais dois votos até 31 de março para virar lei.
  • O déficit está estimado em 3,9 por cento do produto interno bruto; o saldo de 2025 ficou em 4,7 por cento do PIB, segundo o Banco de Israel.

Israel está prestes a realizar a votação inicial do projeto de orçamento estadual para 2026, sinal de teste ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A sessão acontece na Knesset, em Jerusalém, enquanto a coalizão enfrenta rupturas políticas.

O parlamento precisa aprovar o orçamento até o fim de março sob pena de convocação de eleições antecipadas. O texto acompanha um plano econômico que já enfrenta resistência entre partidos e setores da sociedade, num cenário de polarização após anos de conflito na região.

A coalizão de Netanyahu tem visto dissidências entre os aliados ultrarrabínicos e partidos ultraortodoxos, que defendem isentar estudantes de seminarismo do serviço militar. A oposição também cobra participação igualitária no endurecimento de despesas, especialmente após os conflitos recentes em Gaza e Líbano.

Haredi, ou ortodoxos ultra, pressionam pela aprovação de emenda para isenção, enquanto outros parceiros da coalizão e a oposição defendem que homens do setor devem compartilhar do fardo. Em meio a esse impasse, Netanyahu afirmou que prefere evitar eleições neste momento, mas reconheceu a possibilidade caso o parlamento não avance.

Espera-se que o voto seja realizado hoje ou na madrugada de quinta-feira, após debate longo na casa. Mesmo com aprovação inicial, o orçamento precisa passar por mais duas votações até 31 de março para virar lei.

Definição de déficit e metas fiscais também aparecem no debate. O total de gasto estatal fica em 662 bilhões de shekels, excluindo serviços da dívida. O teto de déficit está em 3,9% do PIB, nível considerado elevado pelo Banco de Israel.

O governador do banco central, Amir Yaron, afirmou que, embora haja reservas, o orçamento precisa ser aprovado sem permitir aumento do déficit. Ele destacou a importância de evitar novas pressões sobre as contas públicas diante de possíveis novos desdobramentos geopolíticos.

Aos olhos do mercado, o orçamento ainda enfrenta a possibilidade de mudanças significativas nos próximos meses, conforme negociações entre as partes e ajustes relacionados ao serviço militar e a despesas de defesa.

Conscrição e impacto político

O debate sobre a conscrição de estudantes de seminários continua a mexer com a coalizão, influenciando cotações políticas e a viabilidade do orçamento. Houve declarações de que o governo pode não vincular a votação do orçamento à pauta de serviço militar, mas ainda não há decisão consolidada.

Perspectivas e próximos passos

Mesmo com o voto inicial, juristas e analistas observam a necessidade de consenso suficiente para avançar nas três etapas até março. Com eleições potencialmente próximas, a pressão para demonstrar governabilidade aumenta para Netanyahu e seus aliados.

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