- O PSD filiou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tornando-o parte de um grupo com Ratinho Júnior e Eduardo Leite, conforme decisão de um colegiado interno formado pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, e dos integrantes Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e Andrea Matarazzo.
- Não há ainda pesquisas que incluam Caiado como presidenciável pelo PSD; ele vinha sendo testado pelo União Brasil antes de se filiar.
- Na Quaest, Ratinho Júnior aparece com maior intensidade entre os três, oscilando entre sete e onze por cento; Caiado fica entre quatro por cento, e Leite não aparece em cenários destacados.
- Em cenários de segundo turno na Quaest, Lula venceria Ratinho Júnior por quarenta e três a trinta e seis por cento e também venceria Caiado por quarenta e quatro a trinta e três por cento.
- A AtlasIntel mostra Leite com participação residual em um cenário, Caiado variando entre dois vírgula nove e quinze vírgia dois por cento no primeiro turno, e no segundo turno Lula liderando com quarenta e nove por cento contra quarenta e nove a vinte e três por cento dos demais.
O PSD definiu que a escolha de seu candidato à Presidência caberá a um colegiado interno que já reúne três nomes. Com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o partido passa a ter Caiado, Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) como prováveis postulantes. A decisão sobre quem vai encabeçar a chapa será tomada por um grupo interno próximo à presidência.
O colegiado é formado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, além de Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e Andrea Matarazzo. A movimentação aponta para uma tentativa de manter o PSD competitivo no cenário de daylight eleitoral, envolvendo figuras com diferentes perfis regionais.
A filiação de Caiado ocorreu na noite de terça-feira, 27, elevando o peso da sigla no tabuleiro nacional. Ainda não há pesquisa oficial que inclua Caiado como presidenciável pelo PSD, pois ele vinha sendo testado como pré-candidato do União Brasil, antigo elo dele.
Ratinho Jr. é o nome do momento
Do trio, Ratinho Junior desponta em levantamentos recentes como o mais competitivo. Em janeiro, a Quaest colocou o governador do Paraná entre 7% e 11% das intenções, dependendo do cenário. Sem Tarcísio, ele chegou a 9%, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro.
Em cenários com maior fragmentação da direita, Caiado aparece com 4% na média da Quaest. Nas simulações de segundo turno, Lula venceria Ratinho Jr. por 43% a 36%.
Eduardo Leite aparece com espaço menor
Eduardo Leite não foi considerado nos cenários da Quaest mais recentes. Em levantamento da AtlasIntel, publicado em 21 de janeiro, Leite figura com desempenho modesto em primeiro turno, chegando a 1,7% em um cenário específico.
Na mesma rodada, Leite teve 23% no segundo turno contra Lula, quando enfrentado por uma configuração menos favorável para outros pré-candidatos da direita.
Caiado aposta no PSD, com resultados ainda incertos
Pelo AtlasIntel, Caiado variou de 2,9% a 15,2% no primeiro turno, dependendo do desenho de alianças. O melhor desempenho ocorreu sem Flávio Bolsonaro, quando o goiano liderou frente a Ratinho em um cenário específico.
No segundo turno, todos os nomes do PSD perdem para Lula, com Caiado, Ratinho e Leite registrando derrota similar em diferentes cenários. A migração para o PSD ainda não apresentou impacto mensurável nas pesquisas.
Perspectivas e bastidores
No cenário atual, Ratinho Junior surge como o nome mais fortalecido em avaliações internas. Internamente, Kassab é visto como favorável à candidatura do Paraná, que pode receber apoio de setores do mercado financeiro que valorizam um candidato com base regional ampla.
Tarcísio de Freitas, hoje no Republicanos, não aparece como opção imediata de candidatura presidencial, o que alimenta a estratégia de composição da direita sob a liderança do PSD. O partido busca manter espaço competitivo sem apostas precipitadas.
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