- A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a contratação de influenciadores pagos para atacar o Banco Central e favorecer Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
- Investigações apontam que figuras com milhões de seguidores teriam recebido milhões de reais para difamar instituições, jornalistas e servidores ligados às investigações sobre as falcatruas envolvendo o Master, em que se fala no “Gabinete do Ódio do Master”.
- O objetivo seria criar dúvidas sobre as investigações e a liquidação do Master, envolvendo uma rede de políticos e empresários; busca-se responsabilizar criminalmente quem recebeu o dinheiro.
- O texto aponta uso de uma estrutura centralizada e agências que contratam influenciadores rapidamente para difundir uma mensagem única, com previsão de maior uso desse modelo nas eleições.
- Caso a Polícia Federal verifique ligações entre Vorcaro e gestoras como Reag e Trustee DTVM (alvos da Operação Carbono Oculto), poderá identificar quem pagou os influenciadores e quem recebeu os recursos.
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a contratação de influenciadores que teriam atacado o Banco Central e favorecido Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A medida foi anunciada nesta terça-feira, no âmbito de apuração de possíveis irregularidades ligadas a ataques a instituições financeiras.
Segundo apurações de veículos de imprensa, influenciadores com grande alcance teriam recebido recursos para difamar órgãos públicos, jornalistas e servidores envolvidos em investigações sobre o Master. A investigação busca identificar quem pagou, quem recebeu e a natureza das mensagens veiculadas.
A apuração também envolve possíveis vínculos entre Vorcaro e gestoras financeiras vinculadas às investigações em curso, como parte de uma linha investigativa que já apura operações ligadas a agentes da Faria Lima. A PF também analisa se houve uso de estruturas de comunicação para disseminar mensagens coordenadas.
O caso é apresentado como mais um capítulo de um conjunto de denúncias envolvendo o Master, políticos e autoridades em diferentes esferas. A PF busca esclarecer a existência de uma rede de pagamento a influenciadores e a prática de difamação com objetivos políticos ou corporativos.
Enquanto as autoridades avançam, analistas ressaltam que o uso de conteúdos produzidos com apoio de inteligência artificial pode ampliar o alcance de mensagens falsas. A apuração, porém, permanece centrada em fatos e fontes oficiais, sem adoção de decisões conclusivas até o momento.
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