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Prefeitura e Câmara de Ferraz de Vasconcelos são alvo de buscas do MP e da PM

Operação do Ministério Público e Polícia Militar apura propina envolvendo agentes públicos em Ferraz de Vasconcelos, com afastamentos e bloqueio de bens

Operação envolve Gaeco e Gaema, do MP-SP, e a Polícia Militar de SP
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  • MP‑SP e a Polícia Militar cumprem mandados de busca e apreensão na prefeitura e na Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos, na operação TAC.
  • A investigação aponta um esquema de propina envolvendo agentes públicos, pessoas com influência política na cidade e um empresário para burlar dois Termos de Ajustamento de Conduta.
  • A dívida da empresa, relacionada a autos de infrações ambientais, chegava a 24 milhões de reais, e a propina seria paga para suspender certidões de dívida ativa e para que o município desistisse de demandas judiciais.
  • Foram decretados afastamentos de envolvidos e o bloqueio de bens e valores de investigados e de pessoas jurídicas envolvidas no esquema.
  • Participam da ação mais de cem agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público, além da Polícia Militar.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Militar cumprem mandados de busca e apreensão na prefeitura e na Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. A operação investiga um suposto esquema de pagamento de propina a agentes públicos.

Segundo o MP-SP, a investigação aponta um conluio entre agentes públicos, pessoas com influência política na cidade e um empresário. O objetivo seria burlar dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) ambientais firmados pela prefeitura, com possível suspensão de dívidas ativas da empresa do empresário.

Mais de cem policiais e membros dos grupos Gaeco (Combate ao Crime Organizado) e Gaema (Defesa do Meio Ambiente) do MP-SP participam da ação, que também envolve a Polícia Militar. Os mandados foram expedidos para apurar pagamentos de propina ligados a certidões de dívida ativa e a desistência de demandas judiciais.

Foram determinadas medidas de afastamento de funcionários investigados e o bloqueio de bens e valores ligados aos investigados e às pessoas jurídicas envolvidas. A dívida associada à empresa investigada pode chegar a cerca de R$ 24 milhões, conforme apuração inicial.

Os nomes dos alvos não foram divulgados pela Justiça. A reportagem tenta contato com a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, comandada por Priscila Gambale (Podemos), e com a Câmara Municipal para obter versões oficiais sobre a operação.

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