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PT cobra convocação de governadores DF/RJ na CPMI por operações com Master

PT solicita convocação de governadores do DF e do RJ na CPMI do INSS para esclarecer ligações com o Banco Master, investigado por fraude e risco a aposentados

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF). (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.)
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  • O deputado Rogério Correia (PT-MG) pediu à CPMI do INSS a convocação dos governadores Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Cláudio Castro (PL-RJ) para explicar relações com o Banco Master.
  • No Distrito Federal, Ibaneis aparece como interessado na negociação entre o Master e o BRB, conforme depoimento de Daniel Vorcaro.
  • No Rio de Janeiro, o Rioprevidência aplicou R$ 970 milhões em papéis do Banco Master, com auditoria do TCE-RJ identificando falhas no plano de investimentos.
  • O BRB teria injetado mais de R$ 16 bilhões no Master entre 2024 e 2025, sendo cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito sem lastro; houve envolvimento na Operação Compliance Zero.
  • O Banco Master mantinha mais de 254 mil empréstimos consignados; houve suspensão de novas operações e exonerado o presidente do Rioprevidência após ações da PF. A CPMI deve retomar os trabalhos até o fim de fevereiro.

O deputado Federal Rogério Correia (PT-MG) pediu à CPMI do INSS a convocação dos governadores Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Cláudio Castro (PL-RJ). A solicitação busca esclarecer relações com o Banco Master, investigado por suspeitas de fraude bilionária envolvendo o banco estatal e o fundo de previdência fluminense. O objetivo é entender decisões políticas e financeiras que poderiam ter exposto aposentados, pensionistas e fundos públicos a riscos.

No Distrito Federal, o requerimento aponta que Ibaneis Rocha aparece nas investigações da Polícia Federal como interessado direto na negociação da compra do Banco Master pelo BRB. Testemunho de Daniel Vorcaro, controlador do BRB, indica tratamento direto com o governador sobre negócios entre o Master e o BRB.

No Rio de Janeiro, o documento sustenta que a Rioprevidência aplicou hard de R$ 970 milhões em papéis do Banco Master. Em 2025, auditoria do TCE-RJ identificou falhas no plano de investimentos, ainda antes da liquidação do banco pelo Banco Central.

A ideia é esclarecer a participação de Correia e de autoridades regionais na estrutura de crédito consignado e na relação com o Fundo Garantidor de Créditos, além de checar a viabilidade dessas operações para o estado. As informações destacam a condição de investidor com impacto direto no erário.

O requerimento cita ainda que o BRB teria aportado mais de R$ 16 bilhões no Master entre 2024 e 2025, com cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito sem lastro. A operação, associada à investigação da Operação Compliance Zero, resultou na prisão de Vorcaro e de Fabiano Zettel, seu cunhado.

Conforme o documento, Vorcaro alertou compradores sobre problemas de liquidez e sobre uso do FGC para respaldar a venda de CDBs. Investigações apontaram movimentos de outros bancos e corretoras com títulos do Master, levando a ações civis em âmbito estadual envolvendo Nubank, BTG Pactual e XP.

Dados do INSS indicam que o Banco Master mantinha mais de 254 mil empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. O presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que as reclamações e indícios de irregularidades levaram à suspensão de novas operações do banco no segmento.

Em relação a Cláudio Castro, o requerimento aponta que, mesmo com alertas do TCE-RJ, as aplicações permaneceram, e o então presidente Rioprevidência foi exonerado após operação da Polícia Federal. Correia afirma que há muita coisa a ser investigada sobre o Banco Master.

A CPMI deve retomar os trabalhos até o fim de fevereiro. A agenda do ano não foi divulgada, e o Legislativo retorna às atividades na próxima segunda-feira (2).

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