- Ronaldo Caiado filiou-se ao PSD de Gilberto Kassab, juntando-se a Eduardo Leite e Ratinho Júnior, dois outros governadores presidenciáveis, ampliando o conjunto de potenciais candidatos do partido.
- O trio entende que Tarcísio de Freitas pode ficar fora da corrida presidencial e se coloca como opção de centro-direita, buscando uma alternativa ao espectro da direita que envolve Flávio Bolsonaro.
- A definição do candidato deve ocorrer em abril, sem prévias formais, por meio de diálogo interno entre os governadores, com apoio mútuo aos nomes não escolhidos que integrarem a campanha do escolhido.
- O PSD busca se apresentar como opção de centro-direita sem Bolsonaro, mirando um discurso de pós-bolsonarismo e fortalecendo alianças no âmbito estadual.
- Os três enfatizam que a candidatura do PSD deve representar uma direita reformista e democrática, evitando polarização excessiva e buscando ampliar espaço no campo liberal.
O PSD ganhou um marco relevante para 2026 com a filiação de Ronaldo Caiado, que ingressou no partido de Gilberto Kassab ao lado de Eduardo Leite e Ratinho Júnior. O trio participou do Estúdio i, da GloboNews, para falar sobre o cenário da centro-direita sem Tarcísio de Freitas e as perspectivas de alianças.
A possibilidade de Caiado reforça o campo de potenciais candidatos do PSD, que já inclui Leite e Ratinho Júnior. O objetivo do partido é atuar como opção de centro-direita, com foco no pós-bolsonarismo e na construção de apoios para palanques estaduais.
Em entrevista, os governadores defenderam que a escolha do candidato será feita por diálogo interno, sem prévias formais. A definição ocorreria entre abril e a formalização dependeria de acordo interno e compatibilidade com o eleitorado.
Definição do Candidato
Segundo Leite, não haverá votação formal dentro do partido para escolher o candidato. A aposta é em um processo de entendimento entre os integrantes, com a candidatura que melhor conseguir espaço junto aos eleitores.
Ratinho Júnior indicou que a definição deve ocorrer em meados de abril, observando o calendário de desincompatibilização até 4 de abril. O foco, segundo ele, é manter os mandatos vigentes até essa data.
Cenário estratégico
A presença de Caiado no PSD repercute na articulação de palanques estaduais e na estratégia de oposição a Lula. A percepção entre dirigentes é ampliar o espaço de oposição ao grupo governista, com múltiplos nomes concorrentes no 1º turno.
Leite afirmou que a candidatura do partido representará uma direita reformista e democrática, com pensamento liberal e respeito à diversidade regional. Ratinho defendeu a necessidade de um projeto nacional que escape da polarização.
Apoio e alianças
Caiado garantiu que, mesmo não havendo acordo sobre vice, os nomes não escolhidos atuarão na campanha do candidato do PSD. A ideia é manter a unidade do projeto, com uma participação ampla na campanha.
Os três governadores sinalizaram que, em eventual segundo turno, pode haver apoio entre forças da centro-direita, inclusive à candidatura do PL, caso haja convergência de interesses e reciprocidade.
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