- Miatta Fahnbulleh, ministra da descentralização, fé e comunidades, disse que o ataque de Nigel Farage contra barbearias turcas é racismo de indução sem um plano crível para as high streets do Reino Unido.
- Ela afirmou que o Reform UK usa a “política de queixa” para capitalizar a queda das ruas comerciais, sem apresentar soluções reais.
- Farage já havia apresentado as barbearias turcas como problema, sugerindo lojas apenas de dinheiro vivo e comportamentos ilícitos; ele chegou a afirmar que haveria um Lamborghini nos fundos.
- Dados indicam que o número de barbearias aumentou, chegando a 3,1 por cada dez mil habitantes nos últimos dez anos, mesmo com fechamento de outros estabelecimentos.
- O governo trabalhista propõe um pacote de quarenta e oito bilhões de libras para projetos de regeneração e políticas de controle de lojas ilegais, enquanto Fahnbulleh ressalta que o Reform não tem visão clara e precisa de governança.
Nigel Farage, líder do Reform UK, criticou lojas de barbearia turcas, chamando a abordagem de “racismo de sussurro” sem apresentar um plano claro para revitalizar as ruas comerciais do país. A avaliação foi feita por Miatta Fahnbuleleh, ministra da descentralização, fé e comunidades, em entrevista ao Guardian.
A dirigente disse que o foco do partido de Farage representa uma política de ressentimento, usada para capitalizar a queda das ruas de comércio. Segundo ela, o problema não está na origem étnica dos lojistas, mas no declínio prolongado e no abandono das áreas comerciais.
A governante ressaltou que o Reform não oferece respostas e acusa a oposição de dividir a sociedade ao invés de tratar as causas profundas. Ela apontou uma percepção de que o governo anterior falhou nos últimos 15 anos.
Reação e contexto político
O Reform tem feito da deterioração dos centros urbanos uma pauta central, prometendo declarar uma emergência nacional das high streets e fechar lojas ilícitas, em meio à corrida de Farage para as eleições locais de maio. Pesquisas indicam ganho de apoio em cidades com mais fechamentos.
A equipe de Farage citou reportagens e dados sobre o aumento de barbearias de rua, sustentando que muitas atuam como fachada para lavagem de dinheiro e tráfico. Em vídeo divulgado no Facebook no ano passado, o político afirmou que essas lojas aparecem com frequência, recebem apenas dinheiro em espécie e chegam a ter veículos de luxo nos fundos.
Fahnbulleh criticou a leitura do tema pela oposição, lembrando que muitos eleitores estão frustrados com lojas fechando e investimentos inadequados. A ministra acusou a gestão de não ter entregas consistentes de políticas de melhoria regional e pediu foco em soluções efetivas.
Apesar de críticas, o Labour lançou um programa de investimento de 5 bilhões de libras, com 250 projetos de regeneração e instrumentos para compra de imóveis por comunidades locais, além de ampliar poderes de licenciamento para restringir lojas de jogo excessivas.
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