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Chiquini usa ata a favor de Filipe Martins, não espera recuo de Moraes

Defesa de Filipe Martins usa ata notarial para contestar acesso ao LinkedIn; Moraes não sinaliza recuo, mantendo prisão

Filipe Martins e seu advogado, Jeffrey Chiquini, em sessão de julgamento da Ação Penal nº 2.693 (núcleo 2), no plenário da Primeira Turma do STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O advogado Jeffrey Chiquini, ao participar do Café com a Gazeta do Povo, explicou que a defesa usou uma ata notarial para registrar o histórico de logins do perfil de Filipe Martins, afirmando que o acesso ao LinkedIn não ocorreu.
  • O caso envolve Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, cuja prisão foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes com base em suposto acesso à rede social.
  • A defesa diz que o print enviado por Ricardo Roquetti ao Supremo Tribunal Federal é falso e que Martins não tinha proibição de acessar o LinkedIn.
  • Segundo a defesa, a LinkedIn forneceu um relatório oficial atestando que não houve acesso, mas a Procuradoria-Geral da República e Moraes não consideraram a prova.
  • A viagem de Martins ao exterior no final de 2022, alegada pela acusação para justificar a prisão, não ocorreu de acordo com informações do órgão de fronteira dos Estados Unidos.

O advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, falou no Café com a Gazeta do Povo nesta quinta-feira sobre a prisão do ex-assessor por suposto acesso ao LinkedIn. Ele afirma que a prova é objetiva e imutável e que o STF não deve recuar.

A defesa aponta que o novo episódio começou quando Ricardo Roquetti enviou instrução ao STF com um print de visita ao perfil de Martins. Segundo a defesa, Martins não tinha restrição de acesso, não acessou a rede e o print seria falso.

A defesa também afirma que o STF, a PGR e o ministro Alexandre de Moraes desconsideraram o relatório do LinkedIn. Diante disso, foi apresentada uma ata notarial para registrar o histórico de logins do perfil.

Ata notarial como peça de prova

A ata foi lavrada em cartório para registrar a tela de um celular e o histórico de logins do Filipe Martins. O documento afirma comprovar que o acesso alegado não aconteceu de acordo com a defesa. A forma busca reforçar a tese de irregularidade no caso.

Martins foi condenado por participação em suposto plano de golpe, segundo a acusação, ligado à minuta do golpe. Moraes também considerou que o ex-assessor teria deixado o país para evitar prisão, apesar de autoridades de fronteira dos EUA terem informado que a viagem no fim de 2022 não ocorreu.

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