- O Tribunal Constitucional baniu o cockfighting na Colômbia, estabelecendo um período de transição de três anos para a implementação da proibição e substituição de meios de subsistência.
- Em Cartagena, arena Santa María recebeu cerca de 220 galos em 11 de outubro de 2025, com cada criador pagando 1 milhão de pesos colombianos por animal.
- Naquela noite, moradores e apostadores acompanharam mais de 100 lutas previstas para ocorrer até a madrugada seguinte, em meio a apostas e ganhos no evento.
- Organizações de defesa dos animais contestam números oficiais sobre a cadeia envolvida, defendendo a necessidade de levantar dados para entender o alcance do setor.
- A senadora Andrea Padilla e outros críticos argumentam que, embora cultural, a prática envolve violência contra animais e exige regulamentação eficaz ou substituição de empregos, com cautela sobre impactos econômicos durante a transição.
A Cage de Cartagena vive uma noite de tensão após a decisão histórica de banir lutas de galos. Em meio a protestos e celebrações, o público acompanha a última fase de um espetáculo que está com os dias contados. A arena Santa María, um dos maiores palcos do estado de Bolívar, recebeu centenas de pessoas na noite de 8 de outubro de 2025.
A decisão de a luta de galos deixar de existir foi tomada pelo tribunal constitucional em setembro, abrindo um prazo de transição de três anos para que o governo implemente alternativas de sustento para milhares de trabalhadores ligados ao setor. Em Cartagena, a expectativa é de encerramento gradual das atividades em estreita relação com a lei.
Até então, a casa recebeu 220 galos de várias áreas da cidade, com cada criador investindo montante próximo a um milhão de pesos por animal. Os combates, realizados em sequência, atraíram grande parte do público, que acompanhava as apostas e o desenrolar das disputas ao longo da noite.
Contexto legal
O banimento abrange também corridas de touros e outras modalidades associadas a atividades de vaquejada e luta de animais. O tribunal destacou que tradição cultural não pode justificar violência contra seres sencientes. Em paralelo, cresce o debate sobre evidências de impacto econômico para famílias dependentes do setor.
Reação e números
Organizações de defesa animal e senadores criticam a informalidade do setor e pedem dados mais precisos sobre o alcance da atividade. Estima-se que dezenas de milhares de famílias sejam impactadas, entre criadores, comerciantes, vigilantes, transportadores e fornecedores de insumos.
Desdobramentos locais
Com o lançamento do período de transição, há expectativa de criação de programas de apoio a famílias que atuam no entorno das arenas. A vigilância sobre a adequação de regras e a busca por alternativas de renda devem pautar as próximas semanas, antes da vigência total da proibição.
Perspectivas
Ao longo da transição, autoridades e representantes do setor defendem que a regulamentação, em vez da proibição, seria mais eficaz para reduzir sofrimentos e manter empregos. A efetividade das políticas governamentais e a aceitação social do banimento permanecem em avaliação.
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