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Crochê de protesto contra a máquina: artesãos inserem mensagens anti-ICE

Artistas do artesanato protestam contra o ICE com peças vermelhas e pattern Melt the ICE, levantando mais de $250 mil para organizações de apoio a imigrantes

‘I’ve done more subtle political messages in the past … but it just feels like we’re past the point of subtle,’ said one crafter making anti-ICE art.
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  • Uma loja de linha em Minnesota criou o “Melt the ICE hat”, um gorro vermelho com pattern disponível no Ravelry, para protestar contra o ICE e orientar doações a grupos de apoio a imigrantes.
  • O pattern foi disponibilizado por 5 dólares e as vendas destinam-se ao Step (Programa de Emergência de St. Louis Park), ajudando com aluguel e contas de famílias afetadas por raids.
  • O movimento ganhou força rapidamente: mais de cem pessoas participaram do grupo de tricô, e as vendas ultrapassaram 70 mil cópias do pattern em menos de duas semanas.
  • O montante já arrecadado superou 250 mil dólares, com planos de distribuir os fundos para outras organizações de apoio a imigrantes além do Step.
  • A iniciativa faz parte de um fenômeno maior de expressão artística em resposta a políticas de imigração, com surgimento de peças de artesanato, bordados e costura que carregam mensagens anti-ICE.

Gilah Mashaal, dona da loja Needle & Skein, em St Louis Park, perto de Minneapolis, abriu espaço para uma ação de protesto durante um encontro semanal de tricô. A iniciativa ocorreu na esteiras de ocupação federal de imigrantes na região.

A ideia foi criar um movimento de costura e crochê com cores vermelhas, símbolo de resistência, inspirado por toucas noruegadas usadas durante a Segunda Guerra. A proposta surgiu após o contexto de raids do ICE e recebeu apoio da comunidade local.

Mashaal e uma funcionária desenvolveram o padrão da chamada Melt the ICE hat, com aba canelada e topo pontiagudo. O molde foi disponibilizado na plataforma de artesanato Ravelry por 5 dólares, com o valor revertido a organizações de apoio a imigrantes.

Proposta prática e arrecadação

O padrão rapidamente ganhou adesão, superando 100 participantes em poucos dias e alcançando cerca de 70 mil cópias vendidas até a metade da semana seguinte. A iniciativa gerou mais de 250 mil dólares em doações, ainda que o montante exato permaneça em distribuição entre entidades de assistência.

Diversas lojas de arte têxtil anunciaram promoções de fios vermelhos e promoveram encontros semelhantes, ampliando o alcance-do movimento de costura. Parte das doações já foi destinada ao Step, grupo que auxilia imigrantes atingidos por raids a pagar aluguel e contas.

Conexões históricas e alcance cultural

A cor vermelha remete a atos de resistência, segundo historiadores, entre eles um diretor de museu de resistência da Noruega, que aponta a associação com a moral de combate durante a ocupação nazista. A proximidade entre Minnesota e comunidades de descendentes de noruegueses reforça o simbolismo local.

Além das toucas, outras expressões artísticas de resistência envolveram unhas decoradas, bordados e quimi de quilts, com mensagens diretas sobre violência e preconceito. Trabalhadores criativos têm utilizado recursos visuais para expressar posicionamentos sem recorrer à violência.

Repercussão na cultura do fiber art

Artistas de bordado, tricô e quiltes têm lançado peças com mensagens contundentes sobre casos recentes envolvendo o ICE. Um conjunto de trabalhos usa letras pretas em fundos brancos para registrar relatos de violência e exigir reconhecimento. A expressão criativa é apresentada como resposta a eventos públicos.

A prática de protesto via artesanato não é novidade: movimentos históricos recorreram a têxteis como forma de comunicação política, mantendo tradições que transmitem memória e identidade. Em Minnesota, a ligação entre cultura local e história de resistência é particularmente significativa.

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