- O Departamento de Emprego e Relações de Trabalho (DEWR) vai substituir 13 trabalhadores com contratos de curto prazo por um fornecedor terceirizado, sem renovar seus vínculos após atingirem o tempo máximo permitido.
- Em vez de contratação permanente, o DEWR planeja que os trabalhadores se candidatem novamente a via um prestador externo, segundo o sindicato, o que pode reduzir o conhecimento necessário para atender pessoas vulneráveis que aguardam pagamentos do governo.
- O DEWR reconhece que esse trabalho é central e que o governo Albanese havia se comprometido a não terceirizar serviços do Serviço Público Australiano; o porta-voz afirmou que há uso limitado de mão de obra temporária, mas que todos os funcionários recebem condições semelhantes.
- Já há cerca de cinquenta e cinco vagas no centro de atendimento preenchidas por trabalhadores de empresas externas, classificados como “labour hire” pelo governo e pelo sindicato.
- O sindicato afirma que a terceirização pode impactar ligações de pessoas vulneráveis e que há perda de experiência e capacidade na central de atendimento, enquanto o ministro do Trabalho não comentou.
O Departamento de Trabalho e Relações Laborais da Austrália (DEWR) vai substituir 13 funcionários contratados de curto prazo por uma empresa contratada terceirizada. A decisão, anunciada em meio a leis dedicadas à estabilidade no emprego, aponta que o afastamento visa deslocar o trabalho central para o setor privado, com o objetivo de manter o serviço de atendimento a pessoas que aguardam pagamentos governamentais.
Segundo o sindicato, não houve renovação dos contratos após o atingimento do tempo máximo permitido para posições temporárias. Em vez de oferecer vínculo permanente, o departamento planeja permitir que as pessoas influenciáveis pelo processo se reinscrevam por meio da nova fornecedora. O DEWR reconhece o caráter essencial do trabalho, que vem sendo alvo de críticas por fontes oficiais.
A substituição ocorre em meio a políticas do governo para reduzir a terceirização externa dentro da Administração Pública Australiana. O DEWR afirma que, embora a prioridade seja manter trabalhadores da APS, o uso limitado de mão de obra temporária é permitido quando necessário e que todos os atendentes recebem remuneração e treinamento equivalentes.
Além disso, o DEWR já contratou cerca de 55 vagas com trabalhadores de empresas externas, classificados pelo governo e pelo sindicato como mão de obra de aluguel. Um funcionário afetado descreveu o impacto na qualidade do atendimento a pessoas em situação vulnerável, destacando a necessidade de experiência e empatia no atendimento de casos sensíveis.
A mudança ocorre em um contexto de debates sobre terceirização em órgãos públicos. Países vizinhos têm sido monitorados pela ampliação de centros de contato privados, o que também gerou relatos de prazos de espera mais longos e treinamento inconsistentes. As informações indicam que o tempo de espera no atendimento pode aumentar com a substituição de trabalhadores experientes.
Implicações para atendimento
Analistas apontam que a substituição por equipes terceirizadas pode afetar a continuidade do atendimento a usuários que dependem de pagamentos do governo. A renúncia de conhecimento institucional pode reduzir a capacidade de lidar com demandas complexas e com situações de alta sensibilidade. A discussão envolve custos, qualidade do serviço e a sustentabilidade do atendimento público.
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