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Observadores do ICE em Minneapolis continuam aparecendo apesar do risco

Observadores seguem registrando ações de agentes de imigração em Minneapolis, enfrentando prisões, agressões e restrições de contato com advogados

An observer blows a whistle as border patrol agents arrest two teenagers after a car crash in south Minneapolis on 21 January 2026.
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  • Observadores continuam registrando ações de agentes federais de imigração em Minneapolis, mesmo diante de risco de prisão e violência.
  • Brandon Sigüenza e Patty O’Keefe foram detidos após acompanhamento de uma operação; o carro deles foi alvejado com spray chemical e as janelas dianteiras foram quebradas, sendo levados ao prédio federal BH Whipple e mantidos por horas antes de liberados.
  • Outro observador, identificado como RM, relatou agressões físicas, privação de água por mais de uma hora e detenção em Whipple, sem charges movidas contra si; RM é trans pessoa.
  • Os relatos apontam escalada de táticas para intimidar quem observa e documenta as ações de fiscalização de imigração; o Departamento de Segurança Interna afirmou que a força usada foi a mínima necessária.
  • Advogados e um representado ingressaram com ação coletiva questionando práticas de detenção emMinnesota, citando dificuldades de acesso a advogados e comunicação confidencial com clientes presos em Whipple.

Minneapolis observers continuam se aproximando de operações do ICE, mesmo diante de risco de prisão, violência e detenções. Em incidentes recentes, civis que observavam agentes de imigração foram atacados com jatos de substâncias químicas e tiveram veículos danificados durante abordagens perto de operações de retirada de imigrantes.

Em um caso, Brandon Sigüenza, cidadão norte-americano, e a colega Patty O’Keefe foram perseguidos por agentes após receberem alerta sobre a presença de agentes. Ao aproximarem-se, os agentes quebraram vidros do veículo, prenderam Sigüenza e o retiraram pela porta ainda destrancada, levando-os ao prédio federal BH Whipple, onde ficaram detidos por horas.

Sigüenza relatou que, durante a abordagem, foi informado de que precisava ficar em silêncio e que o veículo era alvo da ação. A dupla foi separada, colocada em veículos diferentes e encaminhada para o Whipple, base de observação de operações de imigração no entorno de Minneapolis.

Os observadores dizem ter sido submetidos a meios de contenção considerados violentos, como detenção, algemas e contato físico firme. Vários relataram acesso limitado a médicos, telefonemas e advogados, mesmo após a detenção.

Mesmo com episódios de violência envolvendo agentes, Sigüenza afirmou que continuará observando as ações das autoridades, destacando que a documentação pública pode permitir contestar acusações injustas e sustentar relatos de abuso, caso ocorram abusos.

Além de incidentes isolados, outros observadores relataram agressões durante prisões em frente ao Whipple. Um membro identificou ter sido ferido com imobilização dolorosa, enquanto outro descreveu agressões físicas e humilhação durante a detenção, sem explicações claras sobre a razão da abordagem.

A situação elevou o debate sobre a atuação de agentes de fronteira na região, com advogados destacando dificuldades de acesso a clientes detidos no Whipple. Há ações legais em andamento, incluindo processo coletivo que contesta práticas de detenção e a suposta dificuldade de comunicação entre defensores e clientes.

Em resposta, o Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que a atuação de agentes busca cumprir o treinamento e a proteção de pessoas, negando tratamento inadequado a detidos. O órgão não detalhou perguntas sobre incidentes envolvendo observadores ou por que vidros de veículos foram quebrados durante as ações.

Relatos de organizadores voluntários apontam que as táticas adotadas pelos agentes para intimidar observadores incluem alterações de comunicação, visitas a residências de participantes e retenções com poucos recursos. A prática de conduzir observadores a instalações como o Whipple tem sido objeto de questionamentos legais.

O caso também envolve ações de advogados e organizações de defesa dos direitos humanos, que apresentaram demandas para assegurar o acesso de defensores a clientes detidos. A investigação busca esclarecer padrões de uso de força e a condução de detenções em operações de fiscalização de imigração na região.

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