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PL tenta atrair Zema para vice de Flávio Bolsonaro, diz Valdemar

PL tenta atrair Romeu Zema para vice de Flávio Bolsonaro, em meio à polarização da direita e à estratégia de candidatura própria do PSD

O governador Romeu Zema (Novo-MG), de Minas Gerais. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse que vai buscar atrair Romeu Zema para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro à presidência, com Zema aberto a negociações.
  • A tentativa de composição com Zema ganhou fôlego após o PL perder apoio do PSD, que filiou Ronaldo Caiado; o PL definirá entre Caiado e os governadores Ratinho Junior e Eduardo Leite em abril.
  • O presidente Jair Bolsonaro reafirmou que Flávio Bolsonaro é o candidato ao Palácio do Planalto, enquanto Tarcísio de Freitas deve seguir tentando a reeleição no governo de São Paulo.
  • A aposta de Costa Neto em Zema mira o eleitorado de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, visto como modelo para o cenário nacional.
  • A confirmação do PSD de lançar candidato próprio pode ampliar a dispersão do campo conservador, embora a fragmentação possa, em tese, favorecer a eleição no segundo turno.

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou nesta quinta-feira, 29, que pretende atrair o governador Romeu Zema (Novo-MG) para atuar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. A ideia ganhou força após o PL perder a oportunidade de obter apoio do PSD.

Zema, governador de Minas Gerais, já se colocou como pré-candidato ao Palácio do Planalto, mas disse estar aberto a negociações. A movimentação ocorre em meio a tratativas internas do PL para consolidar nomes no campo da direita.

O PL busca formar uma frente ampla para o primeiro turno, com o objetivo de vencer Lula (PT). Costa Neto afirmou que a prioridade é manter conversas com diferentes partidos para ampliar o leque de alianças.

Contexto político e impactos

A estratégia vem em um momento de definição sobre nomes que disputarão o pleito. O PSD confirmou filiação de Ronaldo Caiado ao partido, o que pode ampliar a dispersão no campo conservador, conforme descreve a avaliação do PL.

Costa Neto acrescentou que a fragmentação pode dificultar a consolidação de um candidato único da direita, mas pode favorecer a ida da eleição ao segundo turno, caso haja união entre as forças de centro e direita na etapa final.

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