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Ativistas promovem blackout nacional contra repressão de imigração de Trump

Organizadores dizem que o apagão nacional, com “sem trabalho, sem escola”, amplia movimento não violento contra as ações de imigração da administração Trump

Nurses hold up their candles during a vigil for Alex Pretti in New York
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  • Ativistas convocam greve nacional na sexta, com “sem trabalho, sem escola, sem compras”, para protestar contra a política imigratória do governo Trump; movimento é apresentado como não violento.
  • Organizadores dizem que a paralisação busca expandir atuação de grupos pacíficos contra as táticas de fiscalização do Serviço de imigração e alfândega (ICE), após séries de tiroteios envolvendo agentes.
  • Democratas e a Casa Branca teriam chegado a um acordo para evitar o shutdown, com financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) por duas semanas e negociação de regras para agentes de imigção.
  • Donald Trump moveu ação contra o Tesouro e o Internal Revenue Service (IRS) em busca de US$ 10 bilhões por divulgação não autorizada de suas declarações de imposto durante o primeiro mandato.
  • O presidente assinou uma ordem executiva para abrir caminho a tarifas sobre países que fornecem petróleo a Cuba, enquanto o governo não especifica as taxas.

Os organizadores convocaram um apagão nacional para sexta-feira, com a exigência de “sem trabalho, sem aula, sem compras” como protesto contra as grandes operações de imigração da administração Trump. A ação deve ocorrer de forma pacífica e se apresenta como parte de um movimento não violento contra o endurecimento das políticas migratórias.

O movimento é liderado por organizações estudantis e grupos de defesa, que afirmam buscar adesão permitida em todo o país. Um representante do movimento, Kidus Yeshidagna, da União de Estudantes Etíopes da Universidade de Minnesota, disse que é hora de ampliar a mobilização para além do estado.

Desdobramentos políticos relevantes

Democratas e a Casa Branca chegaram a um acordo para evitar o fechamento do governo. O pacote de financiamento avançará com leis orçamentárias, separando o apoio ao Departamento de Segurança Interna de outras propostas. O acordo prevê recursos para o DHS por duas semanas, mantendo o nível atual, enquanto se aceleram as negociações sobre salvaguardas às ações de imigração após os recentes tiroteios em Minneapolis.

Em outra frente, Trump processou o Tesouro e o Serviço de Receita Federal por 10 bilhões de dólares, em relação à divulgação não autorizada de suas declarações de imposto durante o primeiro mandato. A ação coloca o ex-presidente contra agências do próprio Executivo que ele lidera, um movimento atípico.

O recurso de “czar da fronteira”, Tom Homan, realizou coletiva em Minneapolis. Ele afirmou que nenhuma agência é perfeita, mas não comentou os tiroteios ocorridos com cidadãos americanos por agentes de imigração na cidade. Homan apontou que melhorias poderiam ter acontecido, sem detalhar planos ou cronogramas.

Medidas econômicas e diplomáticas

Trump assinou uma ordem executiva para criar mecanismos de tarifas sobre bens de países que forneçam petróleo à Cuba. O objetivo, segundo a Casa Branca, é exercer pressão para alterar o regime cubano. A ordem declara estado de emergência nacional e estabelece um processo para avaliar tarifas com base no fornecimento de petróleo à ilha. Até o momento, não houve definição de valores tarifários.

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