- Dos bastidores da Papudinha, Bolsonaro centraliza decisões sobre 2026, funcionando como o principal bunker da oposição.
- Na próxima semana, o ex-presidente deve receber deputados do Rio de Janeiro e da Paraíba, além de um senador de Goiás; outros aliados também buscam encontros.
- Mesmo antes de ser transferido, Bolsonaro já teria definido a escolha do filho, o senador Flávio Bolsonaro, para disputar a presidência em 2026.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reiterou que será candidato à reeleição e reforçou o apoio a Flávio.
- O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tentou uma reunião para tratar de estratégias para o Senado, mas Moraes negou, apontando que ambos respondem ao mesmo processo por tentativa de golpe.
A oposição concentra seus movimentos estratégicos em um espaço fora do habitual. Da prisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro articula palanques e define prioridades para a corrida de 2026, segundo apurações de bastidores. O núcleo de decisões envolve aliados e representantes que buscam navegar nos próximos meses.
De dentro da Papudinha, Bolsonaro já sinaliza diretrizes para a disputa presidencial, com decisões que afetam a composição de alianças e apoios regionais. A agenda envolve encontros com deputados, senadores e representantes de estados diferentes, em busca de apoio para o pleito.
Na prática, o farol das decisões tem mudado de local. Antes da transferência para a Papudinha, o ex-presidente já havia escolhido o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato a presidente em 2026, conforme apurado.
Movimento entre estados
Na próxima semana, Bolsonaro deve receber representantes do Rio de Janeiro, da Paraíba e um senador de Goiás. O objetivo é alinhar agendas, estratégias eleitorais e possíveis apoios para o plano de 2026.
Parlamentares de Rio, Rio Grande do Sul e Minas Gerais também buscaram autorização para encontros, na tentativa de obtenção de aval para reuniões com o ex-presidente. O fluxo de solicitações continua intenso.
Limites legais
Entretanto, o processo judicial impõe limites. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tentou marcar reunião para tratar de estratégias para o Senado, mas teve a solicitação negada. O ministro Alexandre de Moraes considerou que há conexão processual entre as partes, dificultando o contato direto.
O cenário atual lembra episódios recentes da política brasileira, em que decisões estratégicas de candidaturas ocorreram em contextos incomuns. Em 2018, Lula definiu o nome de Haddad a partir de reuniões na polícia (na época, na Superintendência da PF no Paraná).
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