- O deputado Kim Kataguiri ingressou com representação na Procuradoria-Geral Eleitoral contra o samba-enredo dos Acadêmicos de Niterói por possível propaganda eleitoral antecipada em homenagem a Lula.
- A escola estreia no Grupo Especial do Carnaval do Rio e cita Lula e a legenda do PT no samba, o que pode configurar infração conforme o artigo 36-A da Lei das Eleições.
- A denúncia aponta participação de Lula no samba e de Janja, primeira-dama, que teria prometido desfilar pela escola; o presidente deve ir à Sapucaí.
- O regulamento da Sapucaí proíbe propaganda eleitoral; a escola orientou evitar o gesto do “L” durante o desfile, apesar de registros em ensaios técnicos.
- A transmissão envolve financiamento público de R$ 1 milhão por agremiação, além de recursos municipais e estaduais; houve ainda mobilização digital para prejudicar o ranking do Spotify, segundo relatos.
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) protocolou nesta quinta-feira (29) uma representação na Procuradoria-Geral Eleitoral contra o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói. A abertura do ano no Grupo Especial do Carnaval do Rio ocorre a oito meses das eleições. O objetivo é questionar o possível uso de propaganda antecipada.
A peça também envolve Jota Júnior, representante do MBL, que acompanha a denúncia. Os autores afirmam que a letra traz elementos que configurariam propaganda eleitoral irregular, conforme análise inicial associada ao TSE e ao art. 36-A da Lei das Eleições.
A denúncia sustenta que o samba exalta o presidente Lula e menciona a legenda partidária, com supostos indicativos da participação direta de Lula na apresentação. A primeira-dama Janja seria citada como prometendo desfilar pela escola; Lula deve aparecer na Sapucaí, com a agremiação recebendo apoio público.
Financiamento e regras no desfile
Cada escola recebe cerca de R$ 1 milhão do governo federal, além de recursos municipais e estaduais, o que reforça a atenção sobre o uso de recursos públicos. Kataguiri afirma que o Carnaval não pode virar palanque eleitoral, especialmente com financiamento público.
O regulamento da Sapucaí veda propaganda eleitoral, o que levou a orientação interna de evitar o gesto do “L” durante o desfile. Nos ensaios técnicos, porém, houve registro de integrantes posando com o símbolo nas redes.
Desdobramentos digitais e contatos
Grupos de direita teriam movimentado estratégias para derrubar a popularidade do samba no Spotify. Militantes afirmam que houve mutirão de negatização do registro 2026.
A Gazeta do Povo tentou contato com a Acadêmicos de Niterói para esclarecimentos, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestações.
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