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Falsificação de assinatura em evento no RJ anula eleição da cúpula da Rede

Justiça do Rio anula eleições da Rede por irregularidades em convenção municipal; racha interno pode levar Marina Silva a deixar o partido

Imagem: Reprodução
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  • A Justiça do Rio anulou a eleição da Rede realizada em 2025, por irregularidades na convenção municipal, incluindo possível falsificação de assinatura.
  • Filiada afirma que esteve presente mesmo não tendo ido; a conferência de identidade e divulgação com sete dias de antecedência não foram cumpridas.
  • O diretório nacional negou problemas, enquanto o diretório do Rio reconheceu equívocos no credenciamento e admitiu presença de ao menos uma pessoa ausente.
  • Juiz entendeu que a divulgação da convenção de 27 de janeiro de 2025 por story no Instagram não atende aos requisitos básicos de publicidade, levando à anulação dos congressos municipal, estadual e nacional.
  • A decisão é definitiva em primeira instância; cabem recursos à Justiça Federal do Rio, e o caso acende o racha interno da Rede, com a possibilidade de Marina Silva deixar o partido.

Uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro anulou a eleição que elegeu a executiva nacional da Rede em 2025. A vitória de um grupo ligado à atual deputada Heloísa Helena gerou um racha interno que pode levar Marina Silva a deixar o partido.

A ação foi movida por Natália de Souza Monteiro, filiada que questiona irregularidades na convenção municipal realizada em 2 de fevereiro de 2025. Ela aponta falhas de divulgação e de conferência de identidades dos participantes.

Segundo o diretório estadual, houve equívocos no credenciamento, especialmente nas assinaturas. A Justiça entendeu que a ausência de publicidade adequada inviabilizou o processo, respaldando a versão apresentada pela filiada.

A decisão anulou, de forma definitiva em primeira instância, os congressos municipal, estadual e nacional da Rede. A corte considerou que o voto dos delegados municipais influencia a composição estadual e, por fim, a eleição da executiva nacional.

Em seguida, o tema pode seguir para nova via recursal. Caso haja recurso, caberá aos diretórios carioca, fluminense e nacional acionarem a Justiça Federal do Rio.

A Rede Vive, grupo opositor à atual cúpula, afirma que há ao menos 50 ações em dez estados questionando atos da executiva. O movimento aponta para um histórico de irregularidades que motivou o racha.

A crise pode acelerar a saída de Marina Silva do partido. Em entrevista, a ministra informou que negocia filiação a outras legendas, como PT e PSOL, o que abriria espaço para novas adesões de lideranças importantes.

Entre as possíveis saídas citadas estão a vereadora Marina Bragante, a deputada estadual Marina Helou e os deputados federais Ricardo Galvão e Túlio Gadêlha, caso Marina Silva se desafilie. O movimento de desfiliação ainda não tem confirmação oficial.

A executiva nacional da Rede não retornou aos contatos da reportagem. O espaço permanece aberto a manifestações oficiais sobre o caso.

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