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Incêndios na Patagônia geram críticas às medidas de austeridade de Milei

Incêndios na Patagônia provocam críticas às medidas de austeridade de Milei após cortes em recursos de prevenção e resposta a queimadas

A drone view shows trees burnt by wildfires, in Cholila, in the patagonian province of Chubut, Argentina, January 29, 2026. REUTERS/Gonzalo Keogan
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  • Fogo na Patagônia destruiu área maior que o dobro do tamanho de Buenos Aires e provocou críticas às medidas de austeridade do governo de Milei, que reduziram recursos para prevenção e resposta a incêndios.
  • Governo informou que declararia estado de emergência nas províncias de Chubut, Rio Negro, Neuquén e La Pampa para destravar fundos.
  • Os incêndios, concentrados em Chubut, já devastaram mais de 110.000 acres (44.515 hectares) e começaram em dezembro.
  • As queimadas atingiram o Parque Nacional Los Alerces, um site da UNESCO conhecido pela espécie de árvore alerce, com árvores que podem viver mais de 3.600 anos.
  • Ministério da Segurança anunciou aporte de cerca de $69 milhões para combate aos incêndios; entidades ambientais criticam cortes orçamentários que reduziram recursos de prevenção e resposta.

Patagonia enfrenta incendios forestales que já devastaram uma área superior ao dobro do tamanho de Buenos Aires, gerando críticas às medidas de austeridade do governo de Milei, que reduziram recursos de prevenção e combate.

O governo argentino anunciou, na quinta-feira, estado de emergencia nas províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa para facilitar liberação de verbas de resposta aos incêndios.

Os focos estão concentrados em Chubut, onde ventos fortes e altas temperaturas dificultam o combate. Já foram queimados mais de 110 mil acres (44,5 mil hectares), segundo autoridades locais. A temporada começou em dezembro.

Milhares de hectares já foram consumidos pelo fogo aquando das queimadas. A área total supera os cerca de 80 mil acres queimados no mesmo período do ano passado, segundo organizações ambientais.

Contexto fiscal e ambiental

O governo Milei implementou cortes de gastos considerados “acentados” para reduzir o déficit, incluindo reduções no custeio do manejo de incêndios. Dados de FARN apontam queda de 71% no orçamento do Serviço Nacional de Gestão de Incêndios em termos reais.

A pasta de Segurança informou que destinará cerca de 69 milhões de dólares para reforçar o combate às chamas. Ativistas ambientais, por sua vez, ressaltam que mudanças climáticas elevam o risco de incêndios na região.

Organizações independentes dizem que as queimadas já superaram o registro de eventos do ano anterior e destacam a necessidade de protocolos de prevenção e resposta mais robustos, especialmente diante de eventos climáticos extremos.

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