- O professor de direito Eric Descheemaeker deixará a University of Melbourne para buscar outras oportunidades, em acordo confidencial com a instituição.
- A universidade havia tentado demiti-lo após um email de 2023 em que o professor afirmava que a MLS era influenciada por ativistas “Blak” e caminhava para uma “reeducação ideológica”.
- Descheemaeker alega discriminação por sua opinião política; o processo no tribunal federal foi resolvido em termos confidenciais.
- A universidade afirmou ter discutido se ele violou políticas ao fazer determinadas comunicações; o advogado dele sustenta que as declarações eram opiniões políticas protegidas.
- O caso ganhou repercussão após o vazamento do email e envolve ainda uma revisão de segurança cultural iniciada pela instituição em 2023.
Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Melbourne deixará a instituição após acordo confidencial
Um professor da Direito da Universidade de Melbourne decidiu deixar o cargo após um acordo confidencial, que encerra o processo com a universidade. A decisão foi comunicada a funcionários na sexta-feira por meio de um email do decano da MLS. A imprensa teve acesso ao texto, visto pela Guardian Australia.
O caso envolve o professor Eric Descheemaeker e a universidade, que tentava expulsá-lo após a divulgação de um email de 2023. Na mensagem, ele criticava a influência de ativistas identificados como Blak no andamento da faculdade, descrevendo o ambiente como um suposto campo de “reeducação ideológica”.
Segundo o email divulgado, a disputa incluiu ações disciplinares baseadas em alegações de conduta grave por parte do docente, que ele nega, sustentando que as comunicações faziam parte de sua expressão política protegida pela política de liberdade acadêmica. O processo chegou a tramitar na Justiça federal, com avanços até um acordo entre as partes em termos reservados.
A dirigente da MLS, Profª Michelle Foster, afirmou que o acordo prevê a saída de Descheemaeker da universidade para buscar outras oportunidades. Ela ressaltou que houve divergência sobre a violação de políticas institucionais devido às comunicações do professor, que ele contesta. Descreveu que o caso permaneceu em aberto quanto ao caráter discriminatório alegado.
A disputa começou em 2023, quando a universidade iniciou procedimentos após o vazamento de emails anteriores. O incidente coincidiu com a abertura de uma revisão sobre segurança cultural na instituição, também em 2023, e com a saída de outros membros ligados ao MLS por questões de relatos de racismo institucional. O caso continua sob confidencialidade, sem previsão de mudança pública de posição.
Fontes próximas ao processo informaram que a interdisciplinaridade entre direito, políticas institucionais e liberdade de expressão foi tema central do litígio. O advogado de Descheemaeker e o da universidade não detalharam o conteúdo do acordo nem as condições exatas do desligamento.
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