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Retrocessos da EPA de Trump podem piorar ar, água e aquecimento global

Especialistas alertam que ações da EPA para reverter regras ambientais sob Trump podem piorar ar e água, elevar exposição a químicos e aumentar o aquecimento global

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  • Desde janeiro do ano passado, a EPA da gestão Trump realizou 66 ações para derrubar ou enfraquecer regras ambientais, em ritmo de mais de uma por semana.
  • No ar, houve flexibilização de padrões de poluição e a agência abriu exceções a emissores, além de encerrar comitês técnicos de monitoramento de qualidade do ar.
  • Na água, a definição de cursos d’água protegidos foi estreitada, ampliando escoamentos de agricultura, mineração e petroquímica; também houve revisão de padrões de efluentes de usinas a carvão e alterações sobre PFAS.
  • Sobre químicos, estão ocorrendo revisões que podem enfraquecer avaliações de riscos, além de afrouxar regras para substâncias como formaldeído e metileno clorado.
  • No clima, propõe-se revogar a referência de risco que embasa regulações federais, ampliar cortes em padrões de veículos e flexibilizar regras para usinas de carvão e gás, com suspensão de algumas atividades de pesquisa climática.

Diante da reedição de normas ambientais, a Administração Trump avança com uma série de medidas para reduzir a proteção ao ar, à água, aos químicos e ao clima. Críticos apontam que as ações, anunciadas desde o início de 2025, Buscam diminuir o alcance de regulações consideradas rigorosas. Autoridades defendem que as mudanças fortalecem a governança pública e a segurança energética.

Ao longo de 2025, a EPA já lançou dezenas de medidas para enfraquecer regras ambientais. A velocidade supera uma ação por semana, segundo análises independentes. A gestão diz que as mudanças mantêm o foco na saúde pública, enquanto críticos veem risco à qualidade ambiental e à justiça ambiental.

Especialistas ouvidos pela imprensa destacam impactos potenciais para comunidades, trabalhadores e ecossistemas. Segundo eles, a agenda pode reduzir proteções essenciais, aumentar a exposição a poluentes e dificultar a fiscalização regulatória. A EPA afirma estar atualizando métodos com base em avanços científicos.

Ações que afetam o ar

A EPA tem permitido isenções de normas de poluentes tóxicos sob a Lei do Ar Limpo, em alguns casos por dois anos, segundo o levantamento. A medida pode valer para centena de usinas e indústrias, ampliando margens para emissões.

A agência também revisa limites de fontes poluentes importantes e interrompeu comitês técnicos responsáveis pela criação de padrões de ar limpo. Em paralelo, deixou de estimar o valor econômico de vidas salvas com a redução de partículas finas e ozônio, conforme relatos da imprensa.

Um porta-voz afirmou que a atualização considera a melhoria histórica da qualidade do ar e que as políticas mantêm o objetivo de reduzir riscos. Críticos destacam que a mudança impede avaliações consistentes do custo-benefício para a saúde pública.

Ações que afetam a água

A definição de cursos d’água protegidos pelo Clean Water Act vem sendo estreitada, o que pode ampliar a liberação de escoamento agrícola, minerário e petroquímico. Paralelamente, a administração revisa padrões de esgoto de usinas de carvão.

Planos também promoveram a revisão de padrões de PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, com propostas de eliminar parte das normas de água potável. Analistas dizem que as mudanças podem reduzir a proteção de comunidades expostas a esses contaminantes.

A EPA sustenta que as mudanças alinham regras a precedentes judiciais e garantem prazos de conformidade. Segundo a agência, as ações visam manter a responsabilidade das utilities, evitar interrupções e preservar o fornecimento de água confiável.

Ações envolvendo químicos

Executivos ligados ao setor químico são citados entre os indicados para liderar a área de segurança química, conforme reportagens. A agência planeja cancelar parte de financiamentos para pesquisas sobre riscos tóxicos em áreas rurais e revisa avaliações de riscos sob a Toxic Substances Control Act.

Críticos afirmam que houve flexibilização de avaliações de química, o que poderia reduzir constatações regulatórias. Às custas, a administração sustenta que as mudanças visam maior eficiência.

Porta-voz da EPA afirma que políticas químicas mantêm padrões científicos rigorosos e transparência. Alega ainda que as alterações impulsionam ações regulatórias baseadas em evidências.

Ações que afetam o clima

Analistas destacam que medidas podem elevar emissões de gases de efeito estufa. Em 2025, a EPA avaliou a possibilidade de revogar a chamada endangerment finding, base legal para regras climáticas federais, o que seria um marco de grande impacto.

Porta-voz da agência rebate a crítica, afirmando que a fundamentação continua disponível para tratar da crise climática. Em paralelo, a administração propôs reduzir limites de emissão de carbono de veículos e revisar metas de eficiência de combustível para novos modelos.

Área de energia também registra mudanças; regras para usinas a carvão e a gás são alvo de revisões, com expectativa de enfraquecer normas ambientais setoriais. Analistas apontam que alterações podem comprometer avanços em redução de emissões.

A administração sustenta que as mudanças podem manter o crescimento econômico, mas especialistas alertam para a necessidade de metas mais ambiciosas de redução de emissões. Em meio a isso, houve reposicionamento de linguagem climática em sites oficiais, incluindo o da EPA.

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