- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, rejeitou a ideia de ser considerado submisso a Jair Bolsonaro, em resposta a declaração de Kassab.
- Kassab, secretário estadual de Governo, disse que Tarcísio deveria demonstrar gratidão a Bolsonaro sem demonstrar submissão; o governador afirmou que concorrerá à reeleição, não à Presidência.
- Tarcísio destacou ter um estilo de governo técnico e moderado, diferente do padrinho político, e negou estar em posição de subserviência.
- Kassab disse que gratidão, reconhecimento e lealdade são distintos de submissão e que Tarcísio precisa construir identidade própria.
- A spatual discussão ocorre em meio à frustração de setores da centro-direita com o caminho político do governador, que recuou de candidatura presidencial após Bolsonaro indicar o filho Flávio como possível sucessor.
O atrito entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ganhou contornos públicos nesta sexta-feira, 30. Kassab disse que Tarcísio deveria demonstrar gratidão a Jair Bolsonaro, sem soar submisso. Tarcísio respondeu que pretende concorrer à reeleição e não à Presidência.
Tarcísio participou de um evento na capital paulista quando reagiu às críticas recebidas. Ele afirmou ter um estilo de governar técnico e moderado, diferente do padrinho político, que foi ministro. O governador enfatizou que a gratidão não implica submissão e que está conectado aos seus próprios valores.
Kassab, secretário estadual de Governo e Relações Institucionais, havia indicado, em entrevista na quinta-feira, que Bolsonaro continua sendo um grande líder aos olhos dele e que Tarcísio precisa construir identidade própria. A fala ocorreu após a migração de Kassab para o PSD e reflete divergências sobre estratégias eleitorais.
A relação entre aliados da centro-direita suscitou análises sobre as futuras candidaturas. Kassab já havia manifestado apoio à ideia de candidatura de aliados, enquanto Tarcísio recuou de lançar-se à Presidência após a indicação de Flavio Bolsonaro como eventual concorrente. O entorno do governador demonstra irritação com os rumos do ex-ministro da Infraestrutura.
Do lado de Tarcísio, a postura é de que a condução do governo exige adesão a diretrizes oficiais. Em tom cauteloso, o chefe do Palácio dos Bandeirantes minimizou eventuais conflitos, afirmando que Kassab tem opiniões próprias e que há espaço para divergências respeitosas entre os dois lados.
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