- A ministra Simone Tebet (MDB-MS) disse que deixará o Ministério do Planejamento até o dia 30 de março para disputar as eleições ao Senado, conforme sinalização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
- Tebet afirmou que houve conversa com Lula sobre a candidatura ao Senado e que não houve decisão final, apenas estudo de como ela pode cumprir melhor a missão.
- Pela lei, ministros que vão disputar eleições devem se desincompatibilizar até 4 de abril; Tebet deve ter nova conversa com Lula na próxima semana e Lula deve chegar a uma definição até o Carnaval.
- A ministra não descartou mudar o domicílio eleitoral para São Paulo, citando possíveis candidatos fortes no estado, como Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, sem detalhar mudanças ou acordos.
- A disputa pelo Senado — que terá 54 cadeiras em jogo — é tratada como prioridade pelo governo e pela oposição, com levantamento de chapas para 2026 e definição de nomes fortes, incluindo a atuação de Gleisi Hoffmann no Paraná pelo PT.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet ( MDB-MS), informou nesta sexta-feira que deixará o cargo até 30 de março para disputar as eleições. Lula sinalizou que pretende que Tebet concorra a uma vaga no Senado Federal. Ela participou de um evento em São Paulo para tratar do tema.
Em 2022 Tebet concorreu à Presidência pelo MDB e ficou em terceiro no primeiro turno, com 4,9 milhões de votos. Ela afirmou que o objetivo é alinhar sua saída ao calendário eleitoral, mantendo a possibilidade de uma nova conversa com o presidente na próxima semana.
Tebet explicou que ainda não houve decisão final nem definição de domicílio eleitoral. Lula deve chegar a uma definição até o Carnaval, segundo a ministra. Há interesse em avaliar possíveis cenários para candidaturas em São Paulo.
Mudanças e próximos passos
A legislação eleitoral exige desincompatibilização de ministros que desejam concorrer, até seis meses antes do pleito. O prazo é 4 de abril. Tebet disse que conversará com o presidente na semana que vem para alinhar o que for possível.
A possível mudança de domicílio para São Paulo foi mencionada pela ministra, sem detalhes. Ela citou nomes que, segundo analistas, também aparecem no mapa de candidaturas para o estado, sem confirmar apoios oficiais.
Contexto político
A disputa pelo Senado é tratada como prioridade tanto pela base governista quanto pela oposição, com a formação de chapas competitivas. O Senado terá 54 vagas em disputa, em eleição que pode alterar o equilíbrio a partir de 2027.
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