- O PSD sinaliza escolher um presidenciável entre Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite para 2026, mirando o eleitorado independente e de direita não bolsonarista.
- Ratinho Júnior defende indulto a Bolsonaro; Caiado rejeita a despolarização e sinaliza costurar aliança com Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
- Caiado afirma que há uma composição com o PL para garantir segunda vaga de senador em Goiás, com dois palanques na mesma coligação.
- Pesquisas mostram Lula com vaga no segundo turno; Flávio Bolsonaro lidera entre o eleitorado bolsonarista, segundo a Quaest (77%);Tarcísio aparece em terceiro, mas já não concorre.
- O cenário de 2026 tende a depender do voto independente (cerca de um terço do total); medo de a família Bolsonaro voltar ao poder é maior que o receio de Lula, mantendo a polarização.
Na largada de 2026, o PSD de Gilberto Kassab sinalizou a intenção de apresentar um candidato próprio que se distancie de propostas consideradas antidemocráticas, mirando o eleitorado que não é bolsonarista. A ideia ganhou corpo na noite de terça-feira, mas o projeto já mostra fragilidades na prática.
A pesquisa Quaest, divulgada em 14 de janeiro, aponta que 53% dos eleitores se identificam como independentes ou de direita não bolsonarista. Nesse cenário, Kassab indicou que o partido pode escolher entre Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite como presidenciável em 2026.
Cenário do PSD e o bolsonarismo
Dois dos nomes da lista tríplice do PSD já enfrentam o desafio de lidar com o bolsonarismo no começo da campanha. Ratinho Júnior, em entrevista, defendeu a ideia de indulto a Bolsonaro como parte de uma tentativa de pacificação. Caiado sinalizou aproximação com Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno.
Caiado afirmou ao Valor Econômico que busca uma composição com o PL para abrir espaço a dois palanques dentro da mesma coligação. A estratégia envolve apoiar candidatos que diversas alas da base do centrão possam sustentar, incluindo o próprio Flávio Bolsonaro.
Segundo a Quaest, Lula aparece com vaga garantida no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro surge como o principal nome da direita não bolsonarista para a segunda posição. A sondagem aponta ainda que o eleitorado indeciso tende a definir a disputa.
Perspectivas eleitorais e o papel de Eduardo Leite
Eduardo Leite figura como o nome mais moderado entre os três do PSD, com críticas ao petismo e ao bolsonarismo, mas esteve atrás nas pesquisas. A tendência é de que o candidato escolhido enfrente o desafio de superar Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
A sondagem indica que, para 2026, o eleitorado independente deve desempenhar papel decisivo, com uma fatia similar à observada em 2022. Mesmo com o avanço de Lula, há espaço para variações entre candidatos da direita que não adotem o bolsonarismo.
Cenário político e mensagens ao eleitor
Com polarização mantida, Lula aparece como favorito ao segundo turno, segundo a pesquisa. O estudo trimestral mostra que o receio com a volta de Bolsonaro ao poder supera o medo da permanência de Lula, o que reforça a importância de propostas consistentes para atrair o eleitor não bolsonarista.
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