- Aproximadamente mil pessoas fizeram vigília em frente à sede do Departamento de Assuntos dos Veteranos, em Washington, para lembrar Alex Pretti e exigir o fim do financiamento para agências de imigração e fronteira dos EUA.
- Pretti foi morto por agentes federais; o ataque teve reverberação nacional e elevou o debate sobre o financiamento do Departamento de Segurança Nacional, incluindo ICE e CBP, que não passou no Senado.
- Vigílias ocorreu em várias cidades dos EUA nesta semana, com eventos em Portland, Eugene, Chicago, New York e San Diego, entre outros.
- Participantes e organizações associadas defenderam mudanças nas políticas de imigração, com pedidos para reduzir ou abolir o papel de ICE e para interromper o financiamento ao DHS.
- A oposição e apoio ao financiamento do DHS ficou evidente entre congressistas, sindicatos de servidores públicos e pacientes, enquanto a situação política continuou sem resolução imediata.
O funeral de Alex Pretti, enfermeiro de terapia intensiva, tornou-se ponto de lembrança e protesto nos EUA. Na noite de quarta-feira, cerca de mil pessoas se reuniram em frente ao prédio do Departamento de Assuntos de Veteranos (VA), em Washington DC, próximo à Casa Branca, para homenagear o profissional e exigir fim de financiamento para agências de imigração e fronteira.
A mobilização aconteceu em meio a um contexto de violência institucional, após a morte de Pretti e de Renee Good. A comoção se espalhou pelo país com vigílias em várias cidades, organizadas pela National Nurses United (NNU). A cidade de Minneapolis, onde ocorrera o ataque que matou Pretti, tem sido citada repetidamente no debate público.
Em Washington, a multidão empunhou velas e flores diante do VA. As pessoas pediram menos recursos para o Departamento de Segurança Interna (DHS) e seus componentes, como ICE e CBP. Os participantes entoaram palavras de protesto contra o uso de força por agentes federais.
Analistas destacam que a discussão sobre o financiamento do DHS ganhou peso após a rejeição no Senado de um pacote de gastos já aprovado pela Câmara. O impasse deixa em aberto o futuro de políticas de imigração e fiscalização fronteiriça.
Entre os presentes, estudantes e profissionais de saúde ressaltaram a necessidade de proteger pacientes e trabalhadores. Um representante da AFGE criticou declarações do secretário do VA, afirmando que a comunicação não condiz com a realidade vivida pelos trabalhadores.
Além de DC, vigílias ocorreram em Portland, Eugene, Chicago, Nova York e San Diego. Em alguns atos, alunos e profissionais pediam a abolição de ICE e a suspensão de recursos destinados ao DHS. A comoção nacional reforça o debate sobre prática policial e responsabilidades do governo.
A ausência de pronúncias oficiais não impediu que famílias e colegas compartilhassem relatos sobre a atuação de agentes federais. Testemunhos destacaram o impacto da violência sobre comunidades locais e sobre o sistema de saúde pública, incluindo hospitais de veterans.
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