- O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-prefeito de Cubatão, Ademário Silva Oliveira (PSDB), por estupro de uma ex-servidora, em outubro de 2020, durante uma festa em um bar em que a vítima comemorava aniversário.
- A denúncia afirma que Ademário, na época prefeito, levantou o vestido da vítima, tocou nos seios, pernas e nádegas e a empurrou de volta para dentro do banheiro, usando força física para que ela não saísse.
- A acusação sustenta que o episódio ocorreu no bar e que a vítima precisou se desvencilhar dele para deixar o local; o caso tramita em segredo de Justiça.
- O MP baseia a denúncia em uma conversa gravada entre Ademário e a vítima, na qual ele a teria oferecido um cargo comissionado e se referiu ao episódio como “imprudência”.
- A defesa afirma que vai contestar a veracidade do áudio nos autos, alegando que não foi apresentado o aparelho que gravou a conversa e que o ex-prefeito não foi indiciado pela polícia, mantendo sua inocência.
Ademário Silva Oliveira, ex-prefeito de Cubatão, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por estupro contra uma ex-servidora. A denúncia envolve fatos ocorridos em outubro de 2020, em Cubatão, durante uma comemoração de aniversário da vítima. O crime é relatado com detalhes de agressão física e contato não consentido.
A vítima atuava como servidora em uma secretaria da prefeitura na época. Segundo o MP, o então prefeito teria puxado a vítima para dentro de um banheiro masculino e praticado atos de violência sexual, insistindo contra a vontade da vítima. O caso é mantido em segredo de Justiça.
A denúncia se apoia em uma conversa gravada entre Ademário e a vítima, na qual ele tratou o episódio como uma “imprudência” durante reunião no gabinete do então prefeito, com projeção de oferecer um cargo comissionado. O áudio é citado pela promotoria como elemento-chave da acusação.
Ademário, filiado ao PSDB desde 1999, teve atuação pública desde 2000, já tendo ocupado cargos de assessor ao lado de Bruno Covas, falecido em 2021. Entre 2017 e 2024, comandou Cubatão, com reeleição em 2020. A gestão passada envolve ainda contrato de 6,9 milhões com a Organização Social Instituto de Medicina, Saúde e Vida, objeto de apuração sem que houvesse improbidade comprovada pelo TJ-SP; o recurso segue trâmite.
O atual panorama político da cidade aponta César Nascimento (PSD) como seu sucessor, eleito em 2024. A defesa de Ademário afirmou que irá contestar a análise da denúncia, questionando a autenticidade do áudio e a validade das provas apresentadas. Os advogados também ressaltaram que o ex-prefeito não foi indiciado pela polícia e que o Poder Judiciário deve analisar o conjunto probatório com rigor.
Denúncia e apuração
O MP sustenta que o crime ocorreu durante uma festa de aniversário da vítima, quando Ademário era prefeito. Com base na denúncia, o ex-gestor teria utilizado força física para impedir a saída da vítima do banheiro, o que gerou constrangimento e violação da adequada conduta administrativa.
A defesa ressalta que o aparelho de gravação utilizado para o suposto áudio não foi apresentado nos autos. Os advogados afirmam que a confiabilidade da prova precisa ser verificada pelo Judiciário, mantendo a posição de inocência de Ademário até decisão judicial final.
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