- Milhares devem se reunir em Budapeste no sábado para exigir a renúncia de János Lázár, aliado próximo do primeiro‑ministro Viktor Orbán, após uma remessa racista contra romos ter sido gravada em vídeo.
- Lázár afirmou, durante fórum político, que a migração não é solução para a carência de mão de obra e sugeriu que romos fariam a limpeza nos trens InterCity, usando um insulto na fala.
- O vídeo gerou ampla reação nas redes e críticas de organizações romas, ONGs e oposicionistas, que pedem desculpas e saída do político.
- A controvérsia ocorre a menos de dez semanas de eleições, em que o partido Fidesz busca manter o poder diante de uma liderança estável de Tisza, segundo pesquisas independentes.
- Grupos romos dizem que o governo não criou empregos nem apoiou famílias romas, e apontam que programas de trabalho público podem ser usados para ganhos eleitorais.
Thousands de pessoas devem se reunir em Budapeste para exigir a renúncia de um político sênior húngaro após uma declaração racista contra a comunidade Romani neste mês.
O ataque ocorreu durante um fórum político, quando o político afirmou que a migração não resolveria a carência de mão de obra. Segundo a fala, por não haver migrantes, os Romani estariam destinados a limpar os banheiros nos trens InterCity, o que gerou repúdio.
As imagens do discurso viralizaram rapidamente na internet e provocaram críticas de organizações romani, ONGs e da oposição. O político é aliado próximo do primeiro-ministro de direito, Viktor Orbán.
Protestos marcados para sábado intensificam a pressão sobre o governo. Líderes da oposição consideram a declaração inaceitável e pedem a demissão do político, ressaltando o impacto negativo sobre a imagem de responsabilidade pública do governo.
O caso chega a menos de 3 meses de eleições que podem definir o futuro do premiê e do partido Fidesz, no poder desde 2010. Analistas veem o episódio como fator que pode influenciar o ambiente eleitoral.
Alguns ativistas romani e críticos mantêm a postura de que uma renúncia ajudaria a reconquistar parte do apoio entre comunidades vulneráveis e eleitores indecisos. A composição do eleitorado e as sondagens sobre o tema aparecem como pontos centrais no debate público.
A reportagem aponta que o Fidesz tem enfrentado críticas crescentes nos últimos anos, inclusive após episódios envolvendo políticas e gestão de serviços públicos. A oposição, por sua vez, tem ganhado força em pesquisas de intenção de voto, com variações entre os partidos.
Até o momento, o político envolvido pediu desculpas, mas não confirmou a renúncia. Ele esteve em eventos oficiais recentes ao lado de Orbán, sem comentar o assunto com a imprensa. Mais informações sobre a reação do governo devem emergir conforme se aproxima o pleito.
Observatórios independentes destacam que comunidades romani enfrentam condições de vida mais precárias, com pobreza e menor expectativa de vida. Organizações de direitos humanos ressaltam a necessidade de políticas públicas mais inclusivas e fiscalização de abusos.
Interventores políticos e analistas sugerem que o episódio pode recalibrar alianças no cenário eleitoral, com potenciais ganhos para a oposição, ainda que haja incerteza sobre a adesão de eleitores indecisos. A participação de acadêmicos e especialistas segue em debate público.
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