- A BYD entregou gratuitamente três veículos à Câmara dos Deputados para uso em 2026, totalizando quase R$ 900 mil (Tan blindado por R$ 538,8 mil; King GL por R$ 169,9 mil; carregadores).
- O contrato de comodato foi assinado em 16 de dezembro e passa a vigorar até 23 de dezembro de 2026, com validade em 24 de dezembro do ano anterior.
- A entrega ocorre às vésperas do fim de incentivos fiscais para montagem de veículos eletrificados a partir de kits importados, com as isenções encerrando recentemente.
- A Câmara não informou onde os veículos serão usados; a BYD afirma que o empréstimo está em conformidade com a lei e visa testes de novas tecnologias de eletrificação de frotas no setor público.
- Críticas sobre os incentivos apontam que as isenções favorecem modelos de montagem local; o governo também antecipou a cobrança de tarifa para elétricos de 2027.
A BYD entregou três veículos gratuitamente à Câmara dos Deputados para uso em 2026. O anúncio foi publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira (28). O acordo de comodato tem vigência até 23 de dezembro de 2026.
O contrato entre Câmara e BYD foi assinado em 16 de dezembro e passou a valer em 24 de dezembro do ano passado. O conjunto de veículos tem avaliação de quase R$ 900 mil. Os itens incluem um BYD Tan blindado e dois modelos King GL, além de carregadores.
Os valores unitários são: Tan blindado, R$ 538,8 mil; King GL, R$ 169,9 mil cada; carregadores wallbox, R$ 4.500; carregadores portáteis, R$ 3.500. O empréstimo sem contrapartida é previsto em lei como comodato. A Câmara já tinha recebido outro veículo BYD, com validade até março de 2026.
Contexto de incentivos fiscais
A decisão ocorre às vésperas do fim de incentivos para montagem de veículos eletrificados com kits importados. O governo antecipou a cobrança da tarifa de importação de 35% para elétricos, de julho de 2028 para janeiro de 2027, ampliando o cenário competitivo para empresas locais.
A BYD afirma que o empréstimo está em conformidade com a lei e serve para testar novas tecnologias de eletrificação de frotas no setor público, com potencial redução de custos operacionais. A Câmara não informou, até o momento, onde os veículos serão utilizados.
Críticas sobre as isenções apontam que benefícios fiscais podem tornar alguns modelos mais competitivos sem exigir produção local equivalente. Montadoras nacionais argumentam que o caminho atual pode favorecer novas fábricas diante de custos iniciais menores.
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