Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lula define prioridades no Congresso, calendário apertado cria desafios

Governo mira fim da escala 6×1, segurança pública e medidas de renda, buscando votações no início de 2026 diante do calendário apertado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (c) reunido com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (d), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (e) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • Lula pretende concentrar votações no primeiro semestre de 2026 no Congresso, visando pautas com impacto direto no eleitorado, apesar do calendário eleitoral e do recesso dificultarem a atuação no segundo semestre.
  • Fim da escala 6×1 é prioridade de apelo popular: governo pode apoiar o texto já em tramitação ou apresentar projeto com urgência constitucional para votação em até quarenta e cinco dias.
  • Segurança pública entra na agenda, com a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção em foco, ambos buscando ampliar a atuação da União e combater o crime organizado.
  • Gás de Povo é uma das ações sociais relevantes, criando distribuição gratuita de botijões para famílias de baixa renda, devendo tramitar até 11 de fevereiro para não perder validade.
  • Regulamentação do trabalho por aplicativo e avanço do acordo Mercosul–União Europeia aparecem entre as prioridades, com a expectativa de análise no início do ano legislativo e futuros desdobramentos internacionais.

O governo Lula inicia 2026 com foco em aprovar, no primeiro semestre, uma agenda considerada prioritária no Congresso. A ideia é avançar temas que tenham impacto direto no eleitorado, antes do receso e das campanhas eleitorais.

O calendário do Legislativo em anos eleitorais preocupa o Planalto. Feriados, recesso e Copa reduzem a presença de deputados e senadores em Brasília, o que pode atrasar votações importantes mesmo com tentativa de acelerar propostas.

Fim da escala 6×1

A ministra Gleisi Hoffmann sinalizou que a redução da jornada de trabalho, com fim da escala 6×1, é prioridade de alto apelo popular. O governo analisa apoiar a pauta já ou enviar projeto próprio com urgência constitucional.

A ideia é não cortar salários, apenas ampliar os dias de descanso. A Casa Civil avalia qual texto tem melhor viabilidade para tramitar rapidamente.

Aliados associam a medida a ganhos de popularidade semelhantes aos observados com a extensão da isenção do IR para parte da população.

Segurança pública

O governo mantém a securança como eixo estratégico, defendendo a PEC da Segurança Pública para ampliar a coordenação federal. O texto está no início da tramitação na Câmara.

Outra frente é o PL Antifação, voltado ao combate ao crime organizado. A proposta já passou pelas duas Casas, mas passou por mudanças, exigindo nova deliberação na Câmara.

A expectativa é manter pontos centrais defendidos pelo Executivo, mesmo diante de alterações promovidas pela oposição. A agenda de segurança é vista como tema-chave da disputa presidencial.

Medidas de renda e gás

Entre as ações de impacto imediato está a MP que cria o Gás do Povo, distribuindo botijões a famílias de baixa renda. A Câmara e o Senado devem votar até 11 de fevereiro, sob risco de caducar.

Projetos na área social ganham relevância por efeito direto no orçamento doméstico. O governo considera a MP uma das ações mais relevantes do ano.

Regulamentação de apps e acordo externo

Outra prioridade é regulamentar o trabalho por apps, visando remuneração mínima para os trabalhadores. A discussão envolve plataformas digitais e trabalhadores, exigindo articulação política.

No campo externo, o Planalto busca avançar no acordo Mercosul–União Europeia. A expectativa é que o Congresso analise o texto ainda no início do ano, com ratificação dependente de outros países.

Consenso político e calendário

A administração avalia que, mesmo com o curto período de janela legislativa, é possível votar as pautas de maior viabilidade. O desafio é traduzir prioridades em votos, diante de um Legislativo pressionado pelo calendário.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais