- Lula pretende concentrar votações no primeiro semestre de 2026 no Congresso, visando pautas com impacto direto no eleitorado, apesar do calendário eleitoral e do recesso dificultarem a atuação no segundo semestre.
- Fim da escala 6×1 é prioridade de apelo popular: governo pode apoiar o texto já em tramitação ou apresentar projeto com urgência constitucional para votação em até quarenta e cinco dias.
- Segurança pública entra na agenda, com a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção em foco, ambos buscando ampliar a atuação da União e combater o crime organizado.
- Gás de Povo é uma das ações sociais relevantes, criando distribuição gratuita de botijões para famílias de baixa renda, devendo tramitar até 11 de fevereiro para não perder validade.
- Regulamentação do trabalho por aplicativo e avanço do acordo Mercosul–União Europeia aparecem entre as prioridades, com a expectativa de análise no início do ano legislativo e futuros desdobramentos internacionais.
O governo Lula inicia 2026 com foco em aprovar, no primeiro semestre, uma agenda considerada prioritária no Congresso. A ideia é avançar temas que tenham impacto direto no eleitorado, antes do receso e das campanhas eleitorais.
O calendário do Legislativo em anos eleitorais preocupa o Planalto. Feriados, recesso e Copa reduzem a presença de deputados e senadores em Brasília, o que pode atrasar votações importantes mesmo com tentativa de acelerar propostas.
Fim da escala 6×1
A ministra Gleisi Hoffmann sinalizou que a redução da jornada de trabalho, com fim da escala 6×1, é prioridade de alto apelo popular. O governo analisa apoiar a pauta já ou enviar projeto próprio com urgência constitucional.
A ideia é não cortar salários, apenas ampliar os dias de descanso. A Casa Civil avalia qual texto tem melhor viabilidade para tramitar rapidamente.
Aliados associam a medida a ganhos de popularidade semelhantes aos observados com a extensão da isenção do IR para parte da população.
Segurança pública
O governo mantém a securança como eixo estratégico, defendendo a PEC da Segurança Pública para ampliar a coordenação federal. O texto está no início da tramitação na Câmara.
Outra frente é o PL Antifação, voltado ao combate ao crime organizado. A proposta já passou pelas duas Casas, mas passou por mudanças, exigindo nova deliberação na Câmara.
A expectativa é manter pontos centrais defendidos pelo Executivo, mesmo diante de alterações promovidas pela oposição. A agenda de segurança é vista como tema-chave da disputa presidencial.
Medidas de renda e gás
Entre as ações de impacto imediato está a MP que cria o Gás do Povo, distribuindo botijões a famílias de baixa renda. A Câmara e o Senado devem votar até 11 de fevereiro, sob risco de caducar.
Projetos na área social ganham relevância por efeito direto no orçamento doméstico. O governo considera a MP uma das ações mais relevantes do ano.
Regulamentação de apps e acordo externo
Outra prioridade é regulamentar o trabalho por apps, visando remuneração mínima para os trabalhadores. A discussão envolve plataformas digitais e trabalhadores, exigindo articulação política.
No campo externo, o Planalto busca avançar no acordo Mercosul–União Europeia. A expectativa é que o Congresso analise o texto ainda no início do ano, com ratificação dependente de outros países.
Consenso político e calendário
A administração avalia que, mesmo com o curto período de janela legislativa, é possível votar as pautas de maior viabilidade. O desafio é traduzir prioridades em votos, diante de um Legislativo pressionado pelo calendário.
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