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Todd Blanche afirma que revisão do caso de tráfico de Epstein está encerrada

Procurador afirma que revisão do caso Epstein-Ghislaine Maxwell está encerrada; vítimas buscam reparação, mas não se pode fabricar evidências

The US deputy attorney general Todd Blanche during a news conference after the DoJ released 3m pages of Epstein files, on Friday.
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  • O vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, disse à ABC News que a revisão do caso de tráfico sexual de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell está “encerrada”.
  • Blanche afirmou que as vítimas querem ser reparadas, mas que isso não significa criar provas ou montar um caso que não exista.
  • Ele reconheceu fotografias perturbadoras associadas a Epstein, mas disse que isso nem sempre permite processar alguém.
  • Críticos, incluindo o deputado Ro Khanna, afirmam que o arquivo de Epstein não foi totalmente divulgado; Khanna citou referências a Elon Musk e Howard Lutnick em mensagens.
  • A defesa de transparência sustenta que cerca de 3 milhões de páginas foram liberadas, mas há críticas de que ainda há documentos retidos e demandas por responsabilização de elites.

Todd Blanche afirma que a revisão do caso de tráfico sexual envolvendo Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell está encerrada. Ele atua como vice-procurador-geral dos EUA e coordenou o desembolso de arquivos sobre o tema durante a gestão Trump.

Em entrevista à CNN, Blanche declarou que as vítimas desejam reparação, mas ressaltou que isso não pode ser confundido com a criação de evidências ou com a montagem de um caso inexistente. Ele também ponderou sobre a natureza de fotos possivelmente obtidas por Epstein ou por pessoas ligadas a ele.

Blanche defendeu que, apesar de haver material gráfico perturbador, isso não resulta automaticamente em abertura de novas ações penais. Os comentários ocorreram no contexto de críticas de survivors e de políticos democratas sobre o que foi divulgado na última leva de documentos.

Ao responder a relatos de que identidades de vítimas não teriam sido adequadamente redigidas, Blanche afirmou que eventuais correções são feitas rapidamente, destacando que os números relevantes representam uma fração muito pequena do total de materiais (0,001%).

Ainda sobre a divulgação, Blanche disse que houve surpresa com as acusações de eventual encobrimento, afirmando que não há nada a esconder. Em seguida, ele destacou que o escritório está aberto a explicações ao público.

Críticas sobre a divulgação vieram de membros da Câmara dos Deputados, como Ro Khanna, que afirmou que apenas parte dos documentos foi liberada e que algumas informações que vieram a público são preocupantes pela exposição de nomes. Ele mencionou referências a figuras como Elon Musk e Howard Lutnick, associadas a Epstein, sem alegações de responsabilidade direta nesses casos.

O pleito por maior transparência também foi levado por Jamie Raskin, que disse que a liberação de 3 milhões de páginas foi modesta e que há mais documentos pendentes. Outro integrante do Congresso, Hakeem Jeffries, pediu divulgação total e contínua para atender às expectativas das vítimas.

O Departamento de Justiça já informou que muitos dos itens nos arquivos de Epstein são duplicatas entre investigações diferentes nos estados da Flórida e de Nova York. A divulgação visa esclarecer a relação entre Epstein, Maxwell e potenciais envolvidos sem provas diretas apresentadas até o momento.

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