- O ministro Dias Toffoli ordenou à Polícia Federal que vasculhasse gavetas e computadores da 13ª Vara de Curitiba, em busca de evidências ligadas a uma denúncia contra Sergio Moro.
- A PF flagrou indícios de que Moro teria utilizado Tony Garcia como colaborador para grampear autoridades fora da sua jurisdição.
- Vídeos recolhidos mostram Garcia dizendo ser informante de Moro e que, com o tempo, tornou-se “agente infiltrado do Ministério Público”.
- Garcia descreve que trabalhou por dois anos e meio com apoio de um agente da PF para solicitar interceptação telefônica que ajudasse a Justiça.
- O material pode envolver também o Ministério Público e a própria PF, sugerindo uma relação antiga entre Moro e o caso, possivelmente há cerca de vinte anos.
O ministro Dias Toffoli autorizou a Polícia Federal a vasculhar gavetas e computadores da 13ª Vara de Curitiba. A ação busca ampliar apurações ligadas a uma denúncia envolvendo o ex-juiz Sergio Moro. A motivação é investigar possível uso de influência fora da jurisdição da vara.
A PF já buscava dados relativos à denúncia apresentada pelo ex-deputado estadual do Paraná Tony Garcia. As informações indicam que Moro poderia ter utilizado Garcia como colaborador para solicitar grampos em casos de autoridades de instância superior.
Segundo apuração recente, a PF também recolheu vídeos. Em um deles, Garcia afirma ter atuado como informante de Moro, ao declarar ter virado agente infiltrado do Ministério Público ao longo do tempo.
Garcia descreve, ainda, que trabalhou por dois anos e meio com apoio de um agente de inteligência da PF para viabilizar solicitações de interceptação que contribuíssem com a Justiça.
O conjunto de evidências recolhidas pode envolver Moro, o Ministério Público e a própria PF. A depender de verificação, a documentação pode acentuar dúvidas sobre a atuação institucional na região de Curitiba ao longo de décadas.
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