- Deputado bolsonarista Sanderson (PL-RS) enviou à Procuradoria-Geral da República um pedido de investigação por propaganda eleitoral antecipada envolvendo Lula durante homenagem no Carnaval do Rio.
- O pedido aponta repasse de R$ 1 milhão à Acadêmicos de Niterói, parte do acordo de patrocínio de R$ 12 milhões entre Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.
- Sanderson sustenta que o dinheiro público está sendo mal empregado, argumentando que a lei veda propaganda eleitoral antes do período permitido, mesmo que indireta.
- Técnicos do Tribunal de Contas da União recomendaram a suspensão do repasse federal, decisão que precisa ser homologada pelo relator do caso, ministro Arnoldo Cedraz.
- Lula pretende visitar Salvador, Recife e Rio de Janeiro durante o Carnaval e assistir ao desfile em que será homenageado.
O pedido para investigar propaganda eleitoral antecipada tramita na Procuradoria-Geral da República (PGR). A solicitação é do deputado Sanderson (PL-RS, bolsonarista), que contesta o repasse de R$ 1 milhão à Acadêmicos de Niterói. A verba integra o acordo de patrocínio de R$ 12 milhões entre Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa).
No documento, o parlamentar afirma que o dinheiro público tem finalidade eleitoral disfarçada e cita a vedação legal a propaganda prévia de campanha. A defesa reforça que o patrocínio envolve evento cultural sem cunho político explícito.
TCU já havia se manifestado pela suspensão do repasse federal de R$ 1 milhão à escola de samba. A recomendação precisa ser analisada pelo relator do caso, o ministro Arnoldo Cedraz, para decisão final.
Lula planeja cumprir agenda no Carnaval em três cidades: Salvador, Recife e Rio de Janeiro. O presidente deve assistir ao desfile do qual a Acadêmicos de Niterói participa como homenageada, segundo apuração de bastidores.
Contexto do tema
A defesa da liberdade de expressão artística é citada como argumento em favor da participação cultural no desfile. Em contrapartida, a oposição sustenta que uso de recursos públicos para promoção de figura política em ano eleitoral deve ser evitado.
Desdobramentos administrativos
A PGR ainda não se posicionou sobre o manejo fiscal do patrocínio. O caso envolve decisões sobre vigência de repasses e critérios de aplicação de verbas públicas em projetos culturais vinculados a figuras políticas.
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