- Laura Fernández, candidata de direita pelo Partido Soberano do Povo, venceu as eleições presidenciais da Costa Rica e assume o cargo em oito de maio.
- Com 88,4% das urnas apuradas, ela tinha 48,5% dos votos, acima do mínimo de quarenta por cento para vencer no primeiro turno.
- A candidata prometeu uma “mudança profunda e irreversível” e a criação da “terceira república”, sem detalhar as medidas, além de defender reformas no sistema judiciário e em outras instituições.
- O partido no poder sinalizou a intenção de alterar a Constituição para permitir a reeleição, tema que preocupa a oposição e o atual presidente Rodrigo Chaves, que afirma defender a estabilidade democrática.
- O ex-presidente Oscar Arias afirmou que a democracia está em jogo, enquanto Chaves declarou que não haverá ditadura; Ramos, candidato da oposição, reconheceu a derrota e ressaltou a necessidade de oposição construtiva.
A candidata de direita Laura Fernández declarou vitória nas eleições presidenciais da Costa Rica, ao anunciar a busca por uma reforma profunda do sistema político para estabelecer a chamada terceira república. O anúncio ocorreu em São José, diante de apoiadores.
Com 88,4% das urnas apuradas pela comissão eleitoral, Fernández somava 48,5% dos votos, acima do mínimo de 40% necessário para vencer no primeiro turno. Ela pertence ao Partido Soberano do Povo, que está no poder.
A vitória coloca Fernández para tomar posse em 8 de maio. Entre as promessas de campanha estão a reforma do sistema judiciário e mudanças em outras instituições estatais, sem detalhes divulgados.
A meta do seu grupo político inclui alterar a Constituição para permitir a reeleição, algo que não foi viável para o presidente cessante Rodrigo Chaves. A oposição acompanha o desenrolar com cautela.
No fim de semana, o atual presidente afirmou que garantirá estabilidade democrática, mesmo com o desfecho eleitoral. Chaves votou neste domingo e manteve o tom de tranquilização institucional.
O ex-presidente Oscar Arias afirmou que a democracia pode estar em risco diante de mudanças constitucionais para perpetuar governantes. Arias ressaltou a necessidade de frear reformas que privilegiem o poder.
Chaves rebateu as críticas, dizendo que não houve ditadura. A direção do Partido Soberano do Povo sustenta que a próxima gestão buscará aperfeiçoar as instituições em benefício do povo.
Laura Fernández se apresentou como democrata convicta, defensora de liberdade, vida e família. Em seu discurso de vitória, agradeceu a Deus e reforçou o compromisso com o Estado de Direito.
Ela afirmou que a Costa Rica votou pela continuidade da mudança, visando resgatar as instituições democráticas e ampliar bem-estar e prosperidade. O pleito teve o apoio significativo da base aliada.
Álvaro Ramos, candidato do Partido da Libertação Nacional, reconheceu a derrota com tom de oposição construtiva. Ramos prometeu atuar de forma responsável, desde que haja alinhamento com o interesse nacional.
Ramos afirmou que continuará defendendo a cidadania, firmando apoio quando as decisões forem do interesse do país, porém mantendo divergências quando necessárias. O resultado final consolidou a vitória de Fernández.
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