- Democratas e um republicano pedem a divulgação de milhões de páginas adicionais que, segundo eles, ainda estão sendo retidas intencionalmente.
- O Departamento de Justiça (DoJ) divulgou mais de 3 milhões de novas páginas, concluindo a conformidade com a lei que exige a divulgação de documentos investigativos.
- O procurador-geral adjunto Todd Blanche afirmou que a revisão das informações está encerrada, após analisar mais de seis milhões de itens.
- Críticos, incluindo o deputado Jamie Raskin, dizem que ainda há milhões de documentos sem divulgação e exigem acesso integral, sem redactions.
- As informações já publicadas mencionam nomes de figuras proeminentes, como Donald Trump, Bill Clinton e um ex-membro da realeza britânica, ligados a Epstein.
O Departamento de Justiça (DoJ) divulgou na sexta-feira mais de 3 milhões de páginas de documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein, encerrando o cumprimento da legislação que determina a divulgação total de investigações. O anúncio foi feito pelo vice-procurador-geral Todd Blanche.
Blanche afirmou, em entrevista à imprensa norte‑americana, que a revisão dos materiais está concluída, após análise de milhões de documentos, vídeos e imagens. A declaração ocorreu dois dias após a divulgação do material adicional.
Democratas e um republicano reagiram de forma crítica, questionando a parcialidade da liberação e pedindo a publicação de toda a documentação ainda sob sigilo. A bancada aponta que cerca de 3 milhões de itens ainda estariam retidos entre mais de 6 milhões de documentos potenciais.
O líder da minoria na Câmara, Jamie Raskin, afirmou que a divulgação parcial sugere ocultação de informações relevantes. O democrata de Maryland enviou correspondência solicitando acesso irrestrito aos materiais já disponibilizados, sem redactions. A reclamação aponta que nomes e detalhes sensíveis foram omitidos de forma incompleta.
Entre as figuras mencionadas nos materiais já divulgados estão ex-presidentes e outros ex‑altos cargos, além de pessoas de relações antigas com Epstein. Embora tenham negado qualquer envolvimento, os nomes aparecem nos documentos, alimentando controvérsia sobre o alcance das informações reveladas.
A defesa de Epstein, que morreu em 2019 em prisão preventiva, continua a influenciar o debate sobre a responsabilização de envolvidos e facilitadores. Democrats destacam que o processo exige transparência para as vítimas e responsabilização adequada.
Representantes de mais de 200 vítimas movem ação na Justiça para que o DoJ retire o site que expõe identidades. O processo aponta falhas anteriores de redacção e solicita garantia de proteção de identidade em futuras liberações.
Em resposta, o republicano Thomas Massie enfrenta críticas internas dentro do partido por colaborar com o esforço de transparência. Massie mantém a posição de que a divulgação completa é necessária, mesmo diante de reações adversas de parte do espectro político e de figuras públicas associadas ao caso.
A tensão entre a Casa Branca e membros do Congresso continua a moldar o debate sobre o legado do caso Epstein. O DoJ reforça que a liberação obedeceu a leis e ao planejamento do governo, sem indicar novas datas para publicações adicionais.
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