- O deputado Gil Diniz (PL-SP) informou, em X, ter denunciado a escola Acadêmicos de Niterói ao Ministério Público do Rio de Janeiro por suposto uso de dinheiro público em defesa de seu enredo no grupo especial, marcado para 15 de fevereiro, com o tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil.”
- Imagens que deverão ser levadas à Sapucaí mostram Bolsonaro com o rosto vermelho e a frase “rindo igual a um condenado”; o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses pelo STF e cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda.
- Outra montagem mostra Bolsonaro em preto e branco, com as mãos manchadas de sangue, com a mensagem “sem mitos falsos”; a esquerda acusa o ex-presidente de omissão na pandemia de Covid-19.
- A escola também faz referência à ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália; ela teve cassação mantida pelo STF após a Câmara decidir pela continuidade no cargo, em meio a acusações relacionadas a hackers e ao CNJ.
- Entre as participações anunciadas estão Janja da Silva, primeira-dama, que desfilará, e Bia Lula, neta do presidente Lula; a presença de Lula no desfile ainda não está confirmada.
O deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) informou, em post no X, que denunciou a escola de samba Acadêmicos de Niterói ao Ministério Público do Rio de Janeiro. A acusação envolve planejamento de apresentação no grupo especial com um enredo crítico a Jair Bolsonaro. A denúncia foi divulgada neste domingo (1º).
Segundo o parlamentar, a escola utiliza dinheiro público de forma irregular para promover ataque político. A apresentação está marcada para o dia 15 de fevereiro, na Sapucaí, no Rio de Janeiro, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A Gazeta do Povo confirmou contato com a Acadêmicos de Niterói e aguarda retorno.
A assessoria de Gil Diniz sustenta que a obra envolve desvio de recursos e conteúdo político-partidário em evento público. A divulgação pública ocorreu antes de qualquer manifestação oficial do MPRJ sobre o caso. Não houve confirmação de conclusão de procedimentos pela promotoria.
Detalhes da denúncia e enredo
Entre as imagens que compõem a linha de apresentação, uma mostra o ex-presidente Bolsonaro com o rosto vermelho e a frase rindo igual a um condenado, associada a uma condenação de 27 anos e três meses pelo STF. O documento cita ainda que a pena é cumprida no Distrito Federal.
Outra montagem exibe Bolsonaro em preto e branco, com as mãos manchadas de sangue, acompanhada pela expressão sem mitos falsos. A peça é associada a críticas pela atuação durante a pandemia de Covid-19, que resultou em um elevado número de mortes.
A escola também faz referência à ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), que permanece presa na Itália, aguardando extradição. Zambelli foi condenada por participação em operações envolvendo invasão de sistemas do CNJ, segundo o material divulgado pela agremiação.
Pessoas ligadas e contexto político
Entre as participações citadas, a primeira-dama Janja da Silva confirmou que desfilará pela escola. A neta do presidente Lula, Bia Lula, aparece na lista de envolvimento, com a presença ainda sem confirmação. O projeto da agremiação é narrar a biografia de Lula em tom elogioso, segundo fontes próximas.
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