- Em 6 de maio de 2010, Epstein questionou Mandelson sobre o resultado da eleição britânica, e Mandelson respondeu desejando uma “parlamento pendente” ou um homem jovem bem pendurado.
- E-mails divulgados mostram uma relação próxima entre Mandelson e Epstein, com mensagens privadas e pedidos de ajuda em questões pessoais e de carreira.
- Um e-mail de junho de 2009 mostra Mandelson supostamente vazando a Epstein um documento sensível do governo sobre planos fiscais e venda de ativos no valor de £ 20 bilhões.
- Foram divulgados pagamentos de Epstein a Mandelson (três parcelas de US$ 25 mil em 2003 e 2004) e de sua parceira em 2009 e 2010; Mandelson afirmou não se lembrar dos pagamentos.
- O ciclo de revelações levou Mandelson à renúncia de cargos, gerou pedidos de investigação e consolidou o papel central de Epstein na vida política e pessoal do ex-político.
A divulgação de novos e-mails de Jeffrey Epstein intensificou as críticas a Peter Mandelson, ex-eurodeputado britânico e figura-chave do governo. Os documentos mostram que Epstein manteve relação próxima com Mandelson por anos, afetando a imagem do político.
Entre 2009 e 2010, Mandelson compartilhou contatos com Epstein sobre assuntos como mensagens privadas, finanças pessoais e estratégias de carreira. Em conversas distintas, o encarregado das relações de governo com a indústria pediu conselhos a Epstein e discutiu planos de negócios.
Registros revelam ainda que Mandelson chegou a repassar a Epstein um documento interno do governo sobre planos fiscais, na época em que Epstein estava sob prisão domiciliar. Também surgem informações de pagamentos a Mandelson e ao parceiro do ex-ministro, recebidos entre 2003 e 2010, quando ele ocupava cargos no Parlamento e no governo.
A publicação dos novos e-mails ocorre em meio a investigações e a pedidos de escrutínio público. Ontem, a Justiça dos EUA liberou mensagens que ressaltam a proximidade entre Epstein e Mandelson, elevando o tom das críticas ao político.
No panorama político, as revelações contribuíram para a erosão de apoio a Mandelson, com o escrutínio público se intensificando. Procurado para comentar, o entorno do ex-ministro não abriu espaço para respostas detalhadas até o momento.
Paralelamente, Epstein e Mandelson mantinham uma relação que combinava aspectos profissionais e pessoais, com mensagens trocadas sobre reuniões, viagens e decisões de carreira. A intensidade do vínculo é destacada por múltiplas mensagens entre 2009 e 2011.
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