- O ministro Edson Fachin mudou a estratégia para aprovar o Código de Ética no STF, nomeando a ministra Cármen Lúcia como relatora.
- Segundo o professor Rubens Glezer, Fachin deixou de buscar unanimidade e busca apoio de quem aceita regras mais rígidas de conduta.
- A indicação de Cármen Lúcia é vista como forma de trazer influência interna e mobilizar apoio da comunidade jurídica e da população.
- Mesmo com pressão, o projeto ainda não está aprovado; o escrutínio público pode acelerar o andamento, mas ainda está longe de vitória.
Edson Fachin alterou a estratégia para aprovação do Código de Ética no STF ao indicar a ministra Cármen Lúcia como relatora. A leitura de especialistas, como o professor Rubens Glezer, é de mudança de foco para construir apoio entre ministros dispostos a adotar regras mais rígidas de conduta.
Segundo Glezer, Fachin passou a buscar consenso com setores que topam fortalecer a ética no tribunal, em vez de tentar unanimidade entre todos. A ideia é vencer resistência interna sem comprometer a reputação de Toffoli e Gilmar Mendes.
Para o professor, a escolha de Cármen Lúcia sinaliza movimentação interna e pode ampliar o apoio externo, inclusive da população, ao esforço de normatizar conduta. O processo, porém, ainda não tem a plena aprovação e pode enfrentar entraves.
Perspectivas sobre o avanço do Código de Ética
O texto em estudo já gera constrangimento público e escrutínio social, o que, segundo Glezer, pode acelerar o andamento. A avaliação é de que o projeto ganhou tração, mas permanece distante de uma conclusão, com resistência ainda significativa.
O UOL News apresenta as edições diárias do programa, que vai ao ar às 10h e 17h, com equipes de apresentação distintas. A cobertura sobre o Código de Ética segue com entrevistas, análises e atualizações legais.
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