Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gilmar Mendes pede à PF investigação de espionagem contra secretários do Recife

Gilmar Mendes usa a PF para investigar suposta espionagem a secretários do Recife e encerra apuração do Gaeco por pesca probatória

Gilmar Mendes manda a PF investigar suposta espionagem contra secretários do Recife
0:00
Carregando...
0:00
  • Gilmar Mendes determinou que a Polícia Federal investigue a denúncia de monitoramento ilegal de integrantes da Prefeitura do Recife e determinou o encerramento da apuração do Gaeco pelo Ministério Público de Pernambuco por abusos e falta de delimitação do objeto.
  • A decisão, tomada em processo sob segredo de Justiça, ocorreu na sexta-feira 30, em meio à disputa política entre Raquel Lyra e João Campos antes das eleições de 2026.
  • O STF apura possível uso indevido da estrutura de inteligência da Polícia Civil de Pernambuco e a solicitação de informações sensíveis sem justificativa clara para cada servidor.
  • Também há denúncia de vigilância clandestina contra membros da prefeitura, inclusive o secretário Gustavo Queiroz Monteiro, com rastreador em veículo e acompanhamento por policiais, além de grupo de WhatsApp com informações sobre a rotina de servidores.
  • Reações: o prefeito recifense João Campos afirma que a PF investigará uma “polícia paralela” usada para fins eleitorais; a governadora Raquel Lyra negou perseguição política e ressaltou a autonomia da Polícia Civil dentro da lei.

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, determinou que a Polícia Federal investigue a denúncia de monitoramento ilegal de integrantes da Prefeitura do Recife. A decisão também manda encerrar investigação do Ministério Público de Pernambuco por abusos na condução do caso.

A medida ocorre em meio à disputa política entre Raquel Lyra e João Campos, marcada pela proximidade das eleições de 2026. O STF avaliou que houve desvio de finalidade e falta de delimitação do objeto na apuração anterior.

O caso chegou ao Supremo após três servidores da prefeitura relatarem investigação genérica e desproporcional pelo Gaeco, grupo do MP. Entidades seriam alvo de intimações sem explicação clara e pedidos de informações sensíveis sem autorização judicial.

Entre as ações questionadas está a requisição de Declarações de Imposto de Renda de 22 agentes públicos, em até cinco anos, sem relação objetiva com as suspeitas. O ministro classificou o ocorrido como pesca probatória, prática vedada pela lei.

O STF determinou o trancamento da investigação do Gaeco e encaminhou à Polícia Federal a apuração de indícios de crimes federais ou eleitorais envolvendo agentes do estado. A decisão não aponta responsáveis diretos, mas solicita apuração independente.

Durante a análise, surgiram informações sobre operação de vigilância clandestina executada pela Polícia Civil de Pernambuco. A denúncia aponta uso da estrutura de inteligência para monitorar o primeiro escalão da prefeitura sem autorização judicial.

Segundo o relato, o secretário municipal de Articulação Política e Social, Gustavo Queiroz Monteiro, seria alvo de rastreador em veículo oficial, com acompanhamento de policiais civis. Também haveria grupo de WhatsApp com compartilhamento de dados.

Gilmar Mendes destacou que a prática não é pontual, mas uma coleta ampla sem limites de dados, caracterizando uma vigilância sem critérios. O ministro ressaltou violação aos direitos de privacidade e às garantias eleitorais.

A PF vai investigar se há indícios mínimos de crimes federais ou eleitorais cometidos por agentes do estado de Pernambuco. O decano reiterou que, neste momento, não há confirmação de responsabilidade de autoridades do governo estadual.

Em reação, João Campos classificou a atuação como policial paralela montada de forma clandestina e criminosa, com rastreamento de carro oficial e sem boletim de ocorrência. Lyra negou perseguição política, defendendo autonomia da Polícia Civil.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais