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Moraes homologa acordo e menores negros trocam prisão por curso sobre democracia

Moraes homologa acordo de não-persecução para dois militares condenados por golpe; multa de R$ 20 mil, 340 horas de serviço comunitário e curso sobre democracia

O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • O ministro Alexandre de Moraes homologou acordos de não-persecução penal com dois militares pretos condenados pelo STF por participar da trama golpista de 2022.
  • Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel, teve pena de três anos; Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel, recebeu um ano; a Procuradoria-Geral da República propôs os acordos por terem penas consideradas baixas.
  • Os dois pagarão multa de 20 mil reais, com recursos revertidos a entidade pública ou de interesse social, além de cumprir 340 horas de serviços comunitários.
  • Devem realizar o curso “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado” e ficam proibidos de acessar redes sociais até cumprirem as determinações.
  • A PGR diz que o coronel participou de reunião para discutir carta para pressionar o comando do Exército a implantar golpe; Ronald ajudou Jair Bolsonaro a elaborar minuta para decretar golpe de Estado.

O ministro Alexandre de Moraes homologou acordos de não-persecução penal com dois jovens negros condenados pela tentativa de golpe de Estado em 2022. O acordo permite que admitam os crimes e cumpram condições para evitar a prisão.

Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel do Exército, e Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel, foram condenados pelo STF em 2025 por integrarem o núcleo 3 da trama golpista. Por terem penas consideradas baixas (3 e 1 ano), a Procuradoria-Geral da República propôs o acordo.

Juntos, eles deverão pagar uma multa de 20 mil reais, com recursos revertidos a entidade pública ou de interesse social. O acordo estabelece 340 horas de serviços à comunidade e a participação no curso Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado. Ambos ficam proibidos de acessar redes sociais até cumprir as determinações.

Detalhes do acordo

Segundo a PGR, o coronel teria participado de reunião para discutir a elaboração de uma carta para pressionar o comando do Exército a consumar o golpe. O encontro ocorreu em 28 de novembro de 2022, no salão de festas do prédio onde o pai de um dos acusados morava. Ronald, por sua vez, ajudou o ex-presidente Jair Bolsonaro a redigir uma minuta para decretar o golpe, conforme apurado nas investigações.

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