- O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu às críticas do padre Ferdinando Mancilio, feitas sem citar o parlamentar, sobre a Caminhada pela Liberdade.
- O padre questionou o objetivo da marcha para Brasília, alegando que quem a promovia não tinha projeto a favor do povo e estaria buscando poder.
- A caminhada, que apoiava Bolsonaro e a anistia aos envolvidos nos atos de oito de janeiro de dois mil e vinte e três, terminou no dia vinte e cinco, após percorrer cerca de duzentos e quarenta quilômetros de Paracatu (MG) até Brasília.
- Durante a missa, Mancilio afirmou ser impossível ser cristão e apoiar o armamento.
- Parlamentares da oposição criticaram o padre, com o líder do PL na Câmara chamando Mancilio de “esquerdista” e “vergonha” para a Igreja; o senador Magno Malta também o qualificou como esquerdista.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu as críticas do padre Ferdinando Mancilio, da Igreja do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sobre a Caminhada pela Liberdade promovida por ele. O confronto ocorreu após a homilia no dia 25, quando Mancilio questionou o propósito do protesto.
Segundo situação apurada, a caminhada defendia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O trajeto ligou Paracatu (MG) a Brasília, percorrendo cerca de 240 quilômetros, e chegou ao fim no mesmo dia da homilia.
Ferreira respondeu que a crítica parte de quem não reconhece a natureza ordeira e pacífica da caminhada. O deputado afirmou que o ataque envolve distinções entre fé e política, destacando que a defesa da vida não está ligada a apoyar o crime ou a violência.
O padre Mancilio, sem citar o parlamentar, afirmou que é inadequado defender a marcha como prioridade, sugerindo que quem a promove busca o poder em vez de beneficiar o povo. A fala ganhou destaque nas redes sociais e gerou reação de aliados do governo.
Reações políticas
Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, chamou Mancilio de vergonha para a Igreja, classificando-o como esquerdista. O senador Magno Malta também o criticou, descrevendo o padre como covarde e insinuando que ele não nomeou Nikolas na fala pública.
Ferreira destacou ainda que a discussão envolve o uso da fé em debates políticos, defendendo que pessoas de diferentes posições possam dialogar sem comprometer princípios religiosos. A controvérsia permanece em aberto, com desdobramentos ainda sem data definida.
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