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Rumble busca notificar Moraes sobre processo nos EUA

Rumble e Trump Media pedem notificação por e-mail de Moraes nos EUA; caso permanece paralisado no STJ desde agosto de 2025, com PGR recomendando negar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Victor Piemonte/STF
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  • Rumble e Trump Media pedem à Justiça da Flórida que notifiquem por e-mail o ministro do STF Alexandre de Moraes em ação contra ordens que atingiram a plataforma.
  • O caso está parado no STJ desde agosto de 2025, quando a intimação chegou à Corte; em outubro, a Procuradoria-Geral da República recomendou negar o pedido de citação.
  • Alega-se que Moraes pode ser notificado pelo e-mail institucional, usado pela Justiça para remeter ordens de remoção de conteúdos.
  • O processo começou nos Estados Unidos, mas a Justiça norte‑americana não conseguiu notificar Moraes; o STJ decidirá sobre o avanço da citação no Brasil.
  • A Constituição estabelece que a homologação de decisões estrangeiras é competência do STJ; o pedido visa tratamento da sentença estrangeira no Brasil.

A nova tentativa do Rumble e da Trump Media de notificar o ministro do STF Alexandre de Moraes em uma ação movida nos EUA foi apresentada nesta segunda-feira, 2, à Justiça da Flórda. O objetivo é que Moraes seja notificado por e-mail, seguindo prática já utilizada pelo tribunal.

O processo está parada desde agosto de 2025, quando o Superior Tribunal de Justiça recebeu a intimação contra Moraes. Em outubro, a Procuradoria-Geral da República recomendou à Corte negar o pedido de citação por meios estrangeiros.

Segundo a defesa, Moraes já recebeu notificações do tribunal norte-americano por meio de seu e-mail institucional para ordens de remoção de conteúdos. A peça foi divulgada pelo jornal O Globo, segundo a reportagem.

O caso teve origem nos Estados Unidos, mas a Justiça americana não conseguiu efetivar a notificação pelo método tradicional. Com isso, o STJ será quem decidirá se a citação pode avançar no Brasil.

A Constituição brasileira atribui ao STJ a homologação de decisões estrangeiras para que possam produzir efeitos no país. O processo busca, na prática, validar uma sentença ou ato externo, conforme a lei brasileira.

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