- O presidente Donald Trump demoliu a Ala Leste da Casa Branca para abrir espaço a um salão de baile de US$ 400 milhões, ação que gerou processo do Trust Nacional de Preservação Histórica.
- Entre os planos, estão a colocação do nome dele na fachada do John F. Kennedy Center for the Performing Arts, a possível reforma da fachada do Eisenhower Executive Office Building para branco e a construção de um grande arco triunfal próximo ao centro histórico.
- Cinquenta e cinco imóveis federais, sob a gestão da Administração de Serviços Gerais, foram sinalizados para disposição acelerada, gerando apreensão entre especialistas em preservação.
- Há ações legais em curso para interromper obras até que haja avaliações ambientais, com a defesa de que o empreendimento precisa de aprovação do Congresso; garantias foram apresentadas para adiar trabalhos até 1 de março.
- A primeira avaliação pública do salão de baile ocorreu em 8 de janeiro, no Conselho de Planejamento da Capital, com ressalvas sobre a escala da expansão e a apresentação fragmentada do projeto.
O presidente Donald Trump mantém foco inédito na transformação de Washington, DC, para atender a uma visão estética pessoal. Nos últimos meses, houve demolições e propostas de grande escala em imóveis públicos sob supervisão da GSA, com impacto direto no patrimônio nacional.
Entre as ações, destaca-se a demolição da East Wing da Casa Branca, para a construção de um salão de festas orçado em 400 milhões de dólares. A iniciativa ocorreu sem aprovação formal de órgãos federais e sem consulta pública, gerando contendos entre especialistas e preservacionistas.
Paralelamente, Trump anunciou mudanças na fachada do Kennedy Center e sugeriu pintura total do EEOB de branco para “embelezar” o conjunto. Também foi revelado o interesse em erguer um amplo arco triunfal próximo ao centro histórico, com pretensão de inaugurar antes dos 250 anos dos EUA.
A GSA já sinalizou a possibilidade de alienação acelerada de 45 edifícios federais, o que causou preocupação entre especialistas em arquitetura e preservação. Há receio de destruição de imóveis históricos e de obras de arte integradas a esses conjuntos.
O debate ganhou contornos judiciais. A National Trust for Historic Preservation moveu ações para impedir novas obras sem revisões ambientais e sem aprovação congressual, a fim de resguardar o patrimônio. Em resposta, advogados envolvidos afirmaram que o governo não violaria regras, sem detalhar prazos.
Relatos de ex-funcionários da GSA indicam que o presidente participou ativamente de estratégias para contornar obrigações legais de proteção aos prédios históricos. Observadores destacam a falta de freios institucionais para frear decisões de alto nível.
Enquanto o debate prossegue, as obras do novo salão na Casa Branca avançaram para aquisição de mármores e materiais nobres, com compras registradas em reportagens de veículos especializados. A inauguração ainda não tem data confirmada.
Na prática, o projeto envolve mudanças significativas no eixo central de Memorial Circle e em imóveis históricos da região, com risco de impacto sobre obras de arte do período deixado pela era do New Deal. Entidades de preservação pedem cautela e transparência no processo.
A comunidade de especialistas alerta que demolições de edifícios históricos podem eliminar peças de arte e testemunhos visuais de épocas passadas. Entre as obras em risco estão relevos e pinturas incorporados aos muros de prédios federais alvos de possível remoção.
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