- A Câmara do Recife rejeitou a abertura de processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB); a votação terminou com nove votos a favor, vinte e cinco contra e uma abstenção, não obtendo a maioria simples (37 vereadores).
- Campos acompanhou a votação em Belo Horizonte, onde cumpre compromissos como presidente do PSB; havia almoço com o presidente da Assembleia de Minas e encontro com congressos que vão se filiar ao partido.
- O pedido de impeachment foi apresentado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que argumenta crime de responsabilidade e improbidade administrativa por nomeação de um procurador fora da ordem de classificação.
- O caso envolve um concurso público de 2023: a prefeitura reclassificou a lista para colocar Lucas Vieira Silva como PCD, embora, originalmente, estivesse na posição 63 na lista de ampla concorrência; a nomeação gerou críticas e um mandado de segurança.
- Após a repercussão, a prefeitura anulou a nomeação de Silva e restabeleceu a lista original, mantendo Batista na posição cabível; Campos disse que houve uso político do tema por críticos.
A Câmara dos Vereadores do Recife rejeitou hoje a abertura de processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). O placar foi de 9 votos a favor, 25 contra e 1 abstenção, não alcançando a maioria simples de 19 votos para admitir o procedimento.
Campos acompanhou a votação em Belo Horizonte, onde cumpre compromissos oficiais como presidente do PSB. Pela manhã, teve agenda reservada; à tarde, almoça com o presidente da Assembleia de Minas, e segue para encontro com futuros filiados ao partido.
A sessão lotou as galerias com manifestantes a favor e contra o impeachment. O pedido foi apresentado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que acusa o prefeito de crime de responsabilidade e improbidade administrativa por nomear um procurador de acordo com uma lista que não seguia a ordem.
O processo envolve o caso de 2023, quando houve a homologação final de um concurso público. Um candidato classificado como PCD foi substituído por outro na lista de 2025, após laudo de TEA atender ao critério de deficiência. A prefeitura alterou a classificação e nomeou o novo servidor.
O nomeado foi Lucas Vieira Silva, filho de um juiz da capital. A nomeação gerou críticas e um mandado de segurança para anular a reclassificação. Em resposta, a Prefeitura do Recife anulou a nomeação e retomou a lista original.
João Campos afirmou, publicamente, que os críticos estavam usando o caso com fins políticos e eleitorais. Ele afirmou tratar-se de uma disputa administrativa entre candidatos com deficiência, não de favorecimento político.
O caso já tinha repercussão judicial e administrativa, com desdobramentos sobre a listra de PCDs e a manutenção de critérios de seleção. O prefeito não participou da abertura dos trabalhos regulares, ocorrida um dia antes em sessão solene sem sua presença.
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